9 de abr de 2010

Sobre lixões, desigualdades sociais, injustiça ambiental e enchentes

A seguir recomendo 3 filmes de épocas e lugares diferentes, mas todos eles muito bons e esclarecedores da profunda (e estrutural) relação existente entre a desigualdade social, a injustiça e a vulnerabilidade de determinados grupos sociais perante as "catástrofes" climáticas e ambientais:


ESTAMIRA (dir. Marcos Prado)
BRASIL – 2006, 121 min

Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e trabalha há mais de vinte anos no aterro sanitário do Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade, que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloqüente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levanta de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitantes de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida.





ILHA DAS FLORES (dir. Jorge Furtado)
BRASIL - 1989, 13 min

Um ácido retrato da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.  O destino final do tomate é num lixão perto da cidade de Porto Alegre, onde moram pessoas muito pobres que catam alimentos no lixão. 





LOS INUNDADOS (dir. Fernando Birri)
ARGENTINA - 1962, 30min

"Inundados" em português significa "alagados".  O filme é um clássico do cinema argentino que narra a história de uma família de poucos recursos, moradores do sul da provincia de Santa Fé que numa enchente é forçada a se mudar a um vagão de trem abandonado até que a águas do rio Salado baixem novamente.

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Outros olhares...

Porque a realidade costuma ser opaca... e, não poucas vezes, nossos olhares escorregam na sua superfície