11 de set. de 2010

Equador devera escolher entre ouro ou água

Al-Jazeera, agência de noticias de Meio Oriente produziu um vídeo documentário Ouro e Agua sobre a situação atual no Equador e as reivindicações das comunidades indígenas (o vídeo está em inglês, embora é possível ouvir os depoimentos das pessoas em espanhol. Para saber mais, visitar a página de Acción Ecológica (como data de atualização da página aparece, por engano, janeiro de 2000, mas ele está atualizada).


8 de set. de 2010

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

SESC Rio apresenta:

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

 
ABERTURA
DIA 10 DE SETEMBRO: APRESENTAÇÃO DA DUPLA "DÚO PEÑA CRIOLLA" (JOSE MARÍA e RICARDO BARTRA do Grupo Negro Mendes)
20 HORAS
Repertório afro peruano.


EXPOSIÇÃO

10/9 a 23/10
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA LATINA: UMA PONTE PARA O ATLÂNTICO – FOTOS DE JANUARIO GARCIA 

Inaugurada na embaixada da Nigéria em Abuja e, ainda, inédita no Brasil, essa exposição fez parte das ações comemorativos da Cúpula de Países da África e da América do Sul (AFRAS), realizada em dezembro de 2008.  De Januário Garcia – fotógrafo negro que, entre tantos trabalhos, registrou os últimos 25 anos do movimento negro no Rio de Janeiro -, a exposição traz “metáforas fotográficas” que demonstram a relação entre a África e a América do Sul, onde se encontra a maior população afro do mundo, de quatro séculos de imigração forçada. São, finalmente, um registro da presença atual dos afro-descendentes no continente latino americano e, ao mesmo tempo, do legado cultural das matrizes africanas no Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. De terça a sábado das 12 às 17h. Classificação: Livre. Local: Galeria. Grátis.
© Foto de Januário Garcia. Neta de um escravo que viveu em Macuco, no Estado do Rio.

CINEMA

MOSTRA CINE COMO LE GUSTA – DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL
Compondo a programação paralela da exposição de fotografias de Januário Garcia que leva o mesmo nome, a seleção de filmes realizada pela ONG Encontros Latino Americanos refletem a condição do negro, hoje, na América Latina. Todos os sábados, às 15h.

4/set, sábado, 15h 
7 e 8/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
SUA MAJESTADE O DELEGADO. Dir. Clementino Júnior, Brasil, 2007. 10 min.
Um documentário narrado pelo próprio Delegado, Hésio Laurindo da Silva, e pontuado por um samba-enredo composto especialmente para esta obra, que registra em vida a arte, o estilo e a autenticidade deste eterno mestre-sala. 
ORO NEGRO. Dir. Bruno Serrano. Chile, 2004. Dur. 23 min.
No vale de Azapa vivem os descendentes de africanos que foram levados ao Chile como escravos, até o início do século XIX.  O esforço dos seus descendentes na recuperação de suas tradições para se reconhecerem e serem reconhecidos em um país que está começando a tomar consciência de sua interculturalidade. SON DE LOS DIABLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur.56 min.
Em 2004 os peruanos celebraram 150 anos da abolição da escravatura. Neste ano o carnaval negro Son de Los Diablos, que existe há mais de 300 anos, voltou às ruas do Rí­mac após 16 anos de ausência. 

11/set, 15h
14 e 15/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
MOVIMENTO AFRO-CULTURAL. Dir.Coletiva Movimiento Afrocultural. Argentina, 2006. Dur.25min.
O documentário é uma reivindicação pelo reconhecimento da comunidade afrodescendente na sociedade argentina. O tambor e o berimbau são símbolos de rebeldia e resistência à negação a que foram submetidos os negros no Rio de La Plata.
UMA NOITE COMA FAMÍLIA ZEVALLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. 25 min.
Em Villa El Salvador, na periferia de Lima, a Familia Zevallos transmite suas tradições afro para as novas gerações, criando uma possibilidade de desenvolvimento artistico e profissional, além de afirmar sua identidade cultural.
MANO BROU DO CANTAGALO. Dir. Mário Silva. Brasil, 2008. Dur.26 min.
O filme é uma tentativa de apreensão da essência do processo criativo do artista, incorporando o universo sonoro e humano que o envolve.


18/set, sábado, 15h
21 e 22/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
IDENTIDADE CULTURAL, UM DIREITO DE TODOS. Dir. Valéria Catoira, Bolívia, 2006. Dur. 12 min.
Localizada a 96km de La Paz, Bolívia, Tocaña é conhecida como a comunidade das danças e ainda possui um ar de outros tempos. Junto com Mururata, Chijchipa e Santa Ana, Tocaña se apresenta como uma das principais comunidades afro-bolivianas.
NEGRO CHÉ. Dir. Alberto Masliah. Argentina, 2005. Dur. 88 min.
Através da organização de um reencontro na velha Casa Suiça, onde a comunidade afroargentina se reunia para festejar o carnaval a cada ano, começamos a conhecer a luta que hoje em dia devem empreender para sobreviver ao isolamento desse grupo na Argentina.


25/set, sábado, 15h

A DÉCIMA. Prod. Centro Cultural Afro Ecuatoriano, 1994. Dur. 10 min.
Depoimentos e declamações de alguns dos decimistas mais importantes do povo esmeraldenho, na fronteira entre o Equador e a Colômbia.
ATAJO DE NEGRITOS. Dir Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur. 82 min.
Gravado em El Carmen (Chincha/Peru), o documentário registra a tradição religiosa de afroperuanos, num ritual de zapateo em homenagem ao menino Jesus.

Rua Barão de Mesquita, 539. Tijuca.
agendamento de turmas pelos telefones: 3238-2140 e 3238-2076

30 de ago. de 2010

Manu Chao - Clandestino

Pelos 72 imigrantes assassinados no estado de Tamaulipas, no México
  
Clandestino
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal

20 de jul. de 2010

Decí MU y la minería: hablan los que saben


hablan los que saben


¿La minería a cielo abierto implica progreso y bienestar? ¿O es una industria que genera empobrecimiento, mientras hace estallar cerros enteros, contamina la tierra y el agua y deja cráteres donde había montañas y vida? Un viaje apasionante a Andalgalá, Famatina, Chilecito y Esquel, para escuchar a los vecinos que viven y conocen el tema. La actitud del gobierno nacional y los provinciales. ¿Cómo hicieron pequeñas comunidades para frenar a gigantes multinacionales? La increíble Barrick Gold. Los efectos de la minería que Europa acaba de prohibir. El horizonte chino. Los palos a los vecinos pacifistas, los balazos a la Virgen del Valle. Las puebladas y las asambleas. Uno de los grandes temas del presente, aunque gobiernos y medios se empeñen en un truco químico: volverlo invisible.
 
VER Nota completaVale la pena escuchar el Programa de Radio sobre el Tema (Bloque I y II).  Muy buenos y didácticos. 

FUENTE:

12 de jul. de 2010

CAMPAÑA POR LA PROHIBICION DEL CIANURO EN AMERICA LATINA


El Observatorio de Conflictos Mineros de AméricaLatina (OCMAL) da inicio a la “Campaña por la Prohibición del Cianuro en América Latina

La información que acompaña el lanzamiento de esta campaña es la base para convocar a las organizaciones de la sociedad civil, gremios y sindicatos, comunidades, académicos y gobiernos, para luchar por lograr la prohibición del cianuro en actividades mineras en toda América Latina.

Actividades principales de la campaña:
1.- Documentación de faenas y proyectos mineros en desarrollo y en planificacion que contemplan el uso de cianuro de sodio en cada país
2.- Documentación de accidentes y eventos de contaminación por cianuro en minería
3.- Denuncias de situaciones de riesgo por uso de cianuro en minería
4.- Sistematización de la legislación para el manejo y transporte de cianuro.
5.- Elaboración de proyectos de ley para la eliminación del cianuro en cada país
  
Razones para fundamentar la campaña por la prohibición del cianuro en América Latina.

A- El cianuro es un elemento químico de alta peligrosidad para los ecosistemas y la población expuesta.

B- El cianuro de sodio utilizado en la lixiviación del oro y la plata es aún mucho más peligroso. Una cantidad del tamaño de un grano de arroz puede matar una persona.

C- Las cantidades de cianuro de sodio utilizadas en minería no se degradan totalmente ni de manera segura en el transcurso de una operación minera, pueden cambiar su composición química dificultando su detección.

D- La degradación del cianuro dependiendo de las condiciones, puede tardar  u tiempo indeterminado manteniendo latente un riesgo de contaminación en el largo plazo.

E- Muchos de los accidentes ocurridos al verterse cianuro al ambiente han tenido consecuencias fatales para los ecosistemas y la población expuesta.

F- Las rutas por las que se transporta el cianuro para las faenas mineras, sobre todo aquellas ubicadas en la alta cordillera o en lugares remotos de páramos y selvas, incrementan el riesgo de accidentes y desastres ambientales

G- Las medidas de contingencia frente a accidentes, derrames e intoxicación por cianuro de sodio han demostrado ser insuficientes y las medidas de reparación no logran dar cuenta de los daños causados

H- Los efectos de la contaminación por cianuro de sodio suelen ser irreversibles


Para adherir a la campaña y mayores informaciones comunicarse con:

Coordinación OCMAL 
o clique en la imagen al lado


7 de jul. de 2010

DECLARACION BINACIONAL DE COMUNIDADES INDIGENAS DE PERU Y ECUADOR AFECTADAS POR EMPRESAS MINERAS


"Venciendo Fronteras, fortaleciendo a los pueblos en resistencia a la minería"

Reunidos dos dias 2 a 4 de julho, nacionalidades, comunidades e povos de fornteira atingidos pela industria extrativa mineira firmaram uma pacto de unidade entre os povos fronteirizos do Equador e Perú.


Para saber mais sobre o I ENCUENTRO BINACIONAL DE COMUNIDADES CAMPESINAS E INDÍGENAS DEL PERÚ Y ECUADOR AFECTADAS POR LA MINERÍA, realizado los días del 02, 03 y 04 de Julio, en la ciudad de Piura (Peru) leia "Comunidades e Indígenas de Perú y Ecuador contra minería en fronteras" (El Regional de Piura - 5/7/10).

21 de jun. de 2010

Os outros olhares de Saramago

"Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez em quando me saem monstros."


Tchau Saramago, bom que sua obra fica conosco!

16 de jun. de 2010

Sobre integração regional, empresas e bolivarianismo na América Latina

Para quem tiver interesse nos temas sobre a "nova integração regional" da América Latina e no papel das empresas brasileiras na região, acabou de sair publicado pelo Observador on-line do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) do Iuperj o texto:
 A nova integração regional e a expansão do capitalismo brasileiro na América do Sul da Daniela Ribeiro e Regina Kfuri.

Ainda sobre América Latina: o filme Ao Sul da Fronteira (South of the Border - ver site oficial) de Oliver Stone que foi estreiado recentemente no Brasil não me pareceu uma maravilha, porém acho que vale a pena conferir. Gostei, em particular, do tom das entrevista feitas com alguns dos Presidentes da região. Tem material documental também interessante.


13 de jun. de 2010

Haiti: camponeses marcham contra a Monsanto


A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio

Thalles Gomes
Enche /Haiti

Lanbi é o termo em kreyòl para designar uma espécie de concha marítima muito comum no litoral haitiano e que costuma servir de alimento para o povo dos litorais. Mas lanbi não é somente uma concha. É também um instrumento de guerra. Nos tempos da colônia, os escravos haitianos sopravam seus lanbis ao calar da noite e o som grave que saia deles era o sinal para convocar as reuniões que planejariam os passos da independência haitiana. Foi ao som dos lanbis que se levou a cabo a primeira revolução vitoriosa de escravos que se tem notícia na história da humanidade. O ruído grave e oco do lanbi foi o prenúncio da libertação das Américas

Na última sexta-feira, 04 de Junho de 2010, o som do lanbi voltou a ser ouvido na pequena ilha do Caribe. Na região de Papay, no departamento Central do Haiti, milhares de camponeses e camponesas marcharam ao ritmo dos lanbis. Eles vinham de todos os confins do país e gritavam em uníssono: “Abaixo a Monsanto. Abaixo as sementes transgênicas e híbridas. Viva as Sementes Nativas Crioulas!”

A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional Monsanto ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio. Esta doação está sendo encarada pelas famílias e movimentos camponeses como um verdadeiro presente mortal e representa um “ataque muito forte à agricultura camponesa, aos camponeses e às camponesas, à biodiversidade, às sementes crioulas que estamos defendendo, ao que resta de nosso meio ambiente no Haiti”, de acordo com Chavannes Jean-Baptiste, coordenador do MPP (Mouvman Peyizan Papay) e membro da Via Campesina haitiana, responsáveis pela convocação e coordenação da Marcha.


Fonte: Brasil de Fato.com.br - 13 de Junho de 2010 

11 de jun. de 2010

Carta à sociedade do Seminário Internacional de Grandes Projetos na Amazônia e seus Impactos

06/06/2010 - Fonte: Cimi 
Nós, membros de Movimentos Sociais e Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Peruana e Boliviana e do Conselho Missionário Indigenista – Cimi, reunidos no Seminário Internacional de Grandes Projetos na Amazônia e seus Impactos, nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2010, na cidade de Rio Branco, estado do Acre,

Considerando:

1) Que os grandes projetos da IIRSA (Iniciativa para Integração da Infra-Estrutura da América do Sul) são realizações de políticas desenvolvimentistas nos três países, favorecendo especialmente o grande capital das empresas nacionais e multinacionais, inclusive do Brasil, possibilitando o acesso, uso e controle dos recursos naturais para os mercados internacionais;

2) Que estas políticas pretendem realizar um sonho antigo das elites brasileiras de transformar o país em potencia mundial às custas da exploração econômica na América Latina, África e Ásia, impulsionando e financiando grandes projetos de infra-estrutura na América do Sul e de produção de commodities;

3) Que nesta estratégia estão unidos governos centrais e estaduais, grandes consórcios empresariais e bancos, sobretudo brasileiros, forças legislativas encarregados de flexibilizar as leis (ambientais, de comercio exterior, de diverso uso de terras indígenas e de unidades de conservação), empresários do agronegócio e os comandos das diversas forças militares;

4) Que as consultas às comunidades e as audiências públicas têm sido manipuladas para dar a impressão de participação diante de exigências internacionais, mas que verdadeiramente servem somente para referendar os grandes projetos já decididos;

5) Que as práticas de concessão de florestas publicas estão sendo formas de controlar o território da parte dos governos nacionais para logo dispor os recursos naturais nelas existentes a disposição do capital privado para serem explorados, expulsando sem indenizações indígenas e camponeses que aí existem, com ajuda de órgãos do estado;

6) Que os grandes empreendimentos na Panamazônia estão sendo financiados com dinheiro público dos bancos estatais e de fundos de pensão dos trabalhadores;

7) Que este novo cenário favorável do capitalismo nacional e transnacional está pedindo a revisão das estratégias de ação fragmentadas e locais dos diferentes movimentos e organizações sociais;

8) Que se multiplicam as ameaças e se recorre a criminalização por parte das empresas e do estado, das lideranças sociais pertencentes a movimentos e entidades por lutar por direitos nas comunidades e por opor-se aos grandes empreendimentos e ao modelo de desenvolvimento que se quer impor por todos os meios;

Constatando que:

1) As ações dos estados nos seus três poderes procuram enfraquecer as comunidades indígenas e as organizações sociais com os projetos privados que estão favorecendo, com as mudanças na lei, com as perseguições ás lideranças indígenas e populares que denunciam os males produzidos por estas intervenções e criminalizando a luta social por direitos, violando a Constituição dos países e os direitos das comunidades e dos povos;

2) A fragmentação das lutas sociais devido a fatores históricos das lutas de minorias, a criação de entidades para responderem a novas necessidades de grupos e a procura do poder desprovidos de horizontes maiores de uma luta por mudança social;

3) A perda de aliados da luta popular devido as estratégias dos governos para desarticular os movimentos sociais, a burocracias de certos movimentos históricos que agora estão integrados a órgãos governamentais, á perda do sentido político de classe subalternas por contaminações com outras entidades sociais que não fazem analises estruturais e históricos das contradições sociais;

4) O momento atual é novo, marcado por práticas e ideologias de capitalismo nacionalista e grandes ações assistencialistas, de recorte de direitos das camadas populares, vulnerando a liberdade de expressão;

Por isso propomos:

1) Realizar uma grande aliança dos quem tem modos de vida ligados a terra, as águas e as florestas, povos indígenas, comunidades de camponeses e ribeirinhos e demais entidades sociais que sofrem os impactos dos grandes projetos na Amazônia e de quem se solidariza com eles, para estabelecer a resistência a diversos níveis, local, regional, nacional e internacional;

2) Fazer uma ação preventiva nos lugares que ainda não tem sofrido os impactos dos grandes projetos e se projeta implantá-los, mediante redes de informação, para organizar a resistência dessas comunidades, povos e etnias, e assim evitar que os males sofridos numa parte não se repitam em outra;

3) Responsabilizar os governos pelos crimes que as lideranças sofrem a causa das lutas pela terra e os recursos naturais, de parte da polícia, as empresas e os fazendeiros;

4) Criar redes de informação permanente, com base de dados atualizados para ajudar as lideranças e as comunidades a organizar com rapidez e eficiência suas estratégias de ação;

5) Fortalecer a organização das comunidades indígenas, camponesas e ribeirinhas, mediante uma educação conscientizadora, de clareza política, para que assim possam resistir com eficácia os embates das grandes obras e ações desenvolvimentistas;

6) Fortalecer a luta contra a ideologia de progresso e de consumo com que trata a política desenvolvimentista de justificar os grandes projetos que se adiantam na Amazônia. 


 

31 de mai. de 2010

FRONTEIRAS ÉTNICAS, FRONTEIRAS DE ESTADO E IMAGINAÇÃO DA NAÇÃO

LANÇAMENTO

FRONTEIRAS ÉTNICAS, FRONTEIRAS DE ESTADO E IMAGINAÇÃO DA NAÇÃO
Um estudo sobre a cooperação internacional norueguesa junto aos povos indígenas
Maria Barroso Hoffmann


O livro tem como objetivo discutir a gênese e o sentido dos instrumentos político-administrativos e simbólicos que têm permitido a atuação dos modernos Estados-nação para além de suas fronteiras nacionais sob o rótulo de “assistência para o desenvolvimento”, “ajuda para o desenvolvimento” ou outras denominações afins, como “cooperação internacional para o desenvolvimento” ou, simplesmente, “cooperação internacional”. Dentro deste universo, trabalharei com um caso específico: o da “cooperação internacional” junto aos povos indígenas promovida pela Noruega.

Veja o Sumario na página do LACED

29 de mai. de 2010

19 de mai. de 2010

Série sobre a exploração de minério na Amazônia

19/05/2010 00h31 - Atualizado em 19/05/2010 01h04
Edição do dia 18/05/2010

Série mostra como funciona a exploração de minério na Amazônia

A primeira reportagem é sobre Carajás, no Pará, a cidade que foi planejada, e onde fica a maior reserva de minério de ferro de alto teor do mundo.

 O Jornal da Globo começou a exibir ontem (18) uma série de reportagens sobre uma Amazônia menos conhecida: a que está debaixo da floresta, no subsolo.

Na primeira reportagem da série você vai conhecer Carajás, no Pará, a cidade que foi planejada, e onde fica a maior reserva de minério de ferro de alto teor do mundo.

Fonte:  http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/05/serie-mostra-como-funciona-exploracao-de-minerio-na-amazonia.html





12 de mai. de 2010

Territorio de Fronteras



Territorio de Fronteras 
Este trabajo audiovisual plantea el tema de las relaciones entre el Estado y el Pueblo Mapuche a través del testimonio de personajes vinculados al tema e incorporando el hecho del la Huelga de Hambre de cuatro comuneros mapuche procesados por la Ley Antiterrorista, el año recién pasado.

Este trabajo estuvo a cargo de un equipo de realización regional. La Dirección es de Guido Brevis, en la Producción Jaime García, en la Investigación Patricio Riquelme, en Gráfica y Animación Daniel Bernal y en las Traducciones Graciela Cabral Quidel. La Música es de la Agrupación "Tierra Oscura" de Temuco y con el apoyo de Nancy San Martín.


9 de mai. de 2010

O mapa dos conflitos ambientais

O mapa dos conflitos ambientais



Jornal do Brasil - DA REDAÇÃO - O Brasil já conta com um extenso levantamento relacionando meio ambiente e saúde: O Mapa de injustiça ambiental e saúde no Brasil, lançado esta semana. O trabalho, um mapa interativo, que pode ser acessado pela internet, reúne cerca de 300 casos de conflitos ambientais em todo o país. Ele tem um sistema de buscas vinculado ao GoogleEarth: a pesquisa sobre os conflitos pode ser feita por estados.

Através do endereço eletrônico www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/, o internauta tem acesso ao mapa. Se ele quiser se informar sobre problemas ambientais no Rio de Janeiro, por exemplo, basta selecionar o estado, no sistema de buscas. Surge então um mapa e pequenos ícones, cada um relacionado a um conflito ambiental.


Ícones
Clicando num destes ícones, aparece uma pequena janela sobre o mapa, com informações gerais sobre o conflito e links para página em que é apresentada a ficha completa do problema ambiental.Um dos exemplos destes conflitos, por exemplo, ocorre na comunidade quilombola Pedra do Sal, no bairro da Saúde, na Zona Portuária, no Rio, onde descendentes de escravos reivindicam a posse definitiva de imóveis em que vivem.

O trabalho foi desenvolvido a partir de uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), e elaborado pelos pesquisadores Marcelo Firpo e Tania Pacheco. O objetivo é alertar sobre populações atingidas em seus territórios por ações que causam impacto ambiental.

A piora na qualidade de vida é o principal dano à saúde provocado pelos conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no país – adverte Tânia Pacheco. Segundo Tânia, a maioria dos conflitos ocorre na região rural, e os povos indígenas e os agricultores familiares são as populações mais injustiçadas. A monocultura voltada para a exportação, a indústria química de petróleo e gás, a mineração, a construção de usinas, a utilização de agrotóxicos trazem impactos não só para o meio ambiente mas para as populações que vivem nessas áreas – diz o pesquisador Marcelo Firpo Porto.

Segundo Firpo, o projeto “resgata uma perspectiva muito valorizada na saúde coletiva, que é o entendimento do papel e da relevância dos movimentos sociais, e da cidadania para uma sociedade saudável”.
– Estamos dialogando com a sociedade e ajudando a transformá-la em direção a uma sociedade mais democrática, justa, sustentável e saudável.Firpo observa que o mapa não traz só denúncias sobre os conflitos, mas aponta soluções e alternativas. O projeto estimula, a partir de casos concretos, a pensar nos desafios e alternativas para a construção de um novo modelo de desenvolvimento baseado no respeito à natureza e à dignidade humana – diz. – É um novo espaço para denúncias, para o monitoramento de políticas públicas e, ainda, de desafio para que o Estado, em seus diversos níveis, responda às necessidades da cidadania.

Segundo Tânia Pacheco, 60,85% dos conflitos ocorrem na zona rural, enquanto a área urbana concentra 30,99% dos conflitos encontrados. Os grupos e populações mais atingidas, de acordo com a análise, são as populações indígenas (33,67%), os agricultores familiares (31,99%), os quilombolas (21,55%) e os pescadores artesanais (14,81%).

O conceito de saúde, ao unir-se ao de justiça ambiental, é ampliado e passa a incluir questões como o direito à vida, à saúde, aos recursos naturais e bens públicos, à democracia, à cultura e à tradição, dentre outros – diz Tânia Pacheco.

Com agências e o Informe da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fiocruz
13:58 - 08/05/2010

Clique a segui para ver oartigo na FONTE:
Jornal do Brasil - Ciência e Tecnologia - O mapa dos conflitos ambientais


8 de mai. de 2010

Situaciones de conflicto entre los derechos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros

Durante o VII Congreso Internacional de la Red Latinoamericana de Antropología Jurídica (Lima, 2 a 6 de agosto de 2010) será apresentada uma Mesa sobre o tema: Situaciones de conflicto entre los derechos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros coordinada por  Ricardo Verdum (Brasil) e César Gamboa (Perú).

Descripción de la Mesa
          Contexto general - Las sociedades, economías, instituciones, normativas, el hacer de la política y el medioambiente atraviesan en América Latina profundas trasformaciones. En las dos últimas décadas la región paso a ser uno de los principales albos de presión política y de inversiones financieras asociados con la actividad extractiva (minería, hidrocarburos, biocombustibles, etc.). Especialmente Perú, pero también Chile, Argentina y México, y más reciente Guatemala y Honduras se constituirán como los espacios más atractivos para inversiones tanto nacionales como internacionales.

Colabora a este crecimiento la demanda mundial por eses recursos y, adicionalmente, evaluaciones de agencias como el BID y el BIRD sobre que los países de la región deben invertir en infraestructura para reducir costos y el tiempo del transporte. Ese es uno de los principales riesgos que percibimos, por ejemplo, en la Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Sudamericana (IIRSA): la de ser nada más y nada menos que una proveedora de las condiciones materiales generales de producción (o sea, infraestructura) para potencializar uno de los modelos de desarrollo que han caracterizado el camino histórico de la región en la economía mundial (de extractivismo y exportación), ampliando la escala de las importaciones (de los países) con baja agregación de valor.

En Brasil, no obstante la actual Constitución Federal no permite la explotación de recursos minerales y energéticos en los territorios indígenas, pero esto no ha impedido el origen de conflictos con colonos y pueblos indígenas, garimpeiros, especialmente en la Amazonía (Yanomami, Cinta-Larga, etc.), y una creciente presión política para reglamentar la actividad extractiva en los territorios indígenas. Los Uwa y Wayuu en Colombia; los Guaraní en el Chaco boliviano; la violencia ocurrida en junio en el 2009 en el Conflicto de Bagua en Perú; el caso Yasuní en Ecuador son algunas situaciones emblemáticas de conflictos socio-ambientales y disputas territoriales que ocurren hoy en América Latina, de un proceso que tiende a agravarse en los próximos anos.

La mesa acogerá trabajos que analicen situaciones de conflicto entre los derechos propios y reconocidos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros (sean o no empresas) en tierras y territorios de comunidades indígenas y en reservas territoriales destinadas a pueblos indígenas en aislamiento y en contacto inicial en América Latina.
Los análisis deben resaltar tanto las condiciones socio-históricas como considerar los usos (y conflictos) de las nociones de desarrollo, autonomía y autodeterminación, territorio, naturaleza así como los derechos reconocidos de los pueblos indígenas. Los análisis deben considerar también los avances (y límites) de la normativa nacional e internacional, especialmente el Convenio 169 de la OIT y la Declaración de la ONU sobre los Derechos Indígenas, y cómo están siendo aplicadas en los casos en cuestión.

Outros olhares...

Porque a realidade costuma ser opaca... e, não poucas vezes, nossos olhares escorregam na sua superfície