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30 de jan. de 2019

O CRIME DA VALE: a desigual repartição entre lucros e perdas na mineração brasileira - Nota de protesto e solidariedade da Rede brasileira de justiça ambiental


A Rede Brasileira de Justiça Ambiental expressa a sua mais sentida solidariedade aos familiares e amigos de mortos e desaparecidos em virtude da ruptura da barragem de rejeitos da mineradora Vale, em Brumadinho/MG, assim como aos trabalhadores da mineração e todos aqueles que viram suas residências e suas atividades econômicas irremediavelmente prejudicadas por esse fato.

Desde o desastre ocorrido, em 2015, em Mariana/MG, temos denunciado que o setor mineral brasileiro, com a conivência do Estado, se vale da transferência de riscos e custos ambientais sobre as populações de baixa renda e/ou vulnerabilizadas pela discriminação racial e étnica para maximizar a sua lucratividade. 84.5% das vítimas imediatas do rompimento barragem de Fundão, em 2015, que viviam no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, não eram brancas. No Córrego do Feijão e em Parque da Cachoeira, localidades mais atingidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho, 58,8 % e 70,3% da população, respectivamente, se declara como não branca, segundo o último censo do IBGE de 2010. A renda média em Córrego era de menos de 2 salários mínimos (1).

Essa aparente “coincidência” entre os dois desastres reflete a lógica racista, classista, negligente e irresponsável do Estado nos licenciamentos e controle ambiental para favorecer projetos econômicos causadores de injustiças ambientais. A absurda auto regulação, a ausência de fiscalização, de plano de emergência, de sirenes e, sobretudo, de informação antes e depois do desastre estão associadas à escolha locacional dessas barragens e a quem são os grupos sociais postos sob riscos constantes: tratam-se de áreas onde vivem comunidades negras e pobres ou  povos indígenas, não representadas nas esferas decisórias e permanentemente desconsideradas e invisibilizadas nesses espaços.

Tais tipos de catástrofe humana e ambiental seriam perfeitamente evitáveis não fosse o interesse econômico das empresas em maximizar seus lucros, para isso economizando nas medidas de segurança, descumprindo ou alterando leis, desconsiderando ou minimizando os impactos ambientais e a própria existência de populações nas áreas de interesse dos negócios. Condutas criminosas, formalmente autorizadas pelas autoridades estaduais e federais, muitas delas eleitas com a contribuição das mineradoras, o que explica a legislação que concede às próprias empresas a tarefa de se auto avaliarem e se monitorarem, bem como a fiscalização frouxa ou mesmo inexistente a que são submetidas.

Infelizmente, os desastres relacionados ao rompimento de barragens, como os ocorridos em Brumadinho e Mariana, sob a leniência criminosa do governo de Minas, têm sido recorrentes: as atividades realizadas pelas mineradoras Rio Pomba Cataguases (Miraí/MG, 2007), Companhia Siderúrgica Nacional (Congonhas/MG, 2008), Herculano Mineração (Itabirito/MG, 2014), Hydro Alunorte (Barcarena/PA, 2018) também resultaram em desastres semelhantes. Eles evidenciam um setor cuja cadeia de produção exige a apropriação de vastos territórios, terras, florestas e águas, contamina o meio ambiente, provoca degradação social e mortes. Um setor que responde a um modelo voltado para a exportação primária de recursos que escoam, sem nenhum tipo de beneficiamento, para o mercado internacional. Enquanto exportamos toneladas de minérios brutos condenamos as gerações presentes e futuras a conviverem com a escassez mineral e com os danos ambientais decorrentes.

Se quisermos proteger a população e o meio ambiente de novas rupturas de barragens de rejeitos de mineração, temos que submeter toda a legislação ambiental referente a essa atividade a uma reforma radical e rever todo o padrão produtivo e as tecnologias a ele associadas. Também será fundamental criar mecanismos que impeçam a imposição desigual de riscos sobre o povo negro, os trabalhadores e trabalhadoras pobres, povos indígenas e outras populações tradicionais. Garantir proteção equânime a todos os grupos sociais e aos trabalhadores significa impedir o rebaixamento dos padrões de operação das atividades poluentes e obter ganhos para toda a sociedade.

O primeiro passo nesse sentido deve ser dado garantindo a reparação integral dos danos causados e a responsabilização da empresa e de todos os órgãos que, por omissão ou negligência, corroboraram para que esse crime ocorresse. Preocupa-nos a possibilidade de que se instale um processo permanente de violação de direitos por meio da exclusão dos atingidos/as das decisões quanto às alternativas e soluções reparatórias, tal como tem acontecido em relação ao desastre de Mariana/MG. Para evitar que isso se repita, exigimos que seja assegurado aos/as atingidos/as acesso transparente a informação, seja garantida sua participação na definição das ações de reparação e seja respeitado seu poder decisório em relação a elas. E que esses princípios sejam adotados no processo reparatório em Mariana/MG, onde muito ainda segue por ser feito.


É certo que o Brasil terá que fazer escolhas inadiáveis se quiser impedir que a injustiça siga sendo o motor de um crescimento econômico que beneficia sempre uma minoria às custas dos direitos de muitos e da degradação de bens comuns.  Elas implicam em escolher entre a proteção de nosso ambiente e de nosso povo em sua diversidade ou dos lucros da Vale, das mineradoras, da agropecuária industrializada e de uma economia global que cada vez se mostra menos capaz e interessada em garantir a democracia, o meio ambiente equilibrado, o bem estar e a felicidade humana.



[1]  Dados do Censo IBGE de 2010sistematizado por pesquisadores do POEMAS

28 de jul. de 2015

Livro “Diferentes formas de dizer não – Experiências internacionais de resistência, restrição e proibição ao extrativismo mineral”


O livro “Diferentes formas de dizer não – Experiências internacionais de resistência, restrição e proibição ao extrativismo mineral” reúne informações sobre o tema de seis distintos países: Argentina, Peru, Costa Rica, Equador, Estados Unidos e Filipinas.

Clique aqui para mais informações sobre a publicação, assim como para baixar o livro disponível em pdf

18 de jun. de 2014

Documentários latino-americanos em tempos de Mundial de Futebol...

Em tempos de Copa do Mundo, como muitos times latino-americanos... para ir além do futebol!




Sobre

DOCUMENTÁRIOS LATINO-AMERICANOS EM REDE

O CurtaDoc é um espaço dedicado ao documentário latino-americano. O projeto nasceu em 2009 no Brasil como um programa para o SescTV, e desde 2011 é também um acervo online. Além de um rico arquivo, estamos formando uma rede de interessados na cultura do documentário. O CurtaDoc quer ajudar a promover o acesso, o intercâmbio, a integração entre os países e idiomas, valorizando a produção e difundindo o audiovisual como patrimônio imaterial.

SAIBA MAIS SOBRE CURTA.DOC

26 de jan. de 2012

Manifesto em defesa dos imigrantes haitianos


São Paulo, 16 de janeiro de 2012

     As organizações nacionais e internacionais de apoio às migrações e grupos de pesquisa e estudo sobre as migrações sediados em diferentes universidades brasileiras têm acompanhado com apreensão a realidade enfrentada pelos imigrantes haitianos na fronteira da região norte do Brasil assim como a cobertura dada a essa realidade pela mídia brasileira e internacional.  Alinhados com a necessidade de um tratamento dessa nova realidade como uma questão de direitos humanos, assim como de todos os novos fluxos migratórios que começam a se intensificar na região e no Brasil, sugerimos ao governo brasileiro que veja nesse momento a oportunidade de tornar concreta para o país e para o mundo a postura humanitária que vem demarcando o discurso e as ações governamentais no exterior em questões que envolvem relações internacionais e que tem contribuído para outorgar ao Brasil reconhecimento político e econômico no contexto internacional.

Para ver os encaminhamentos, os signatários e os documentos completos em espanhol e português, clique aqui  


24 de fev. de 2011

Um mar de foguinhos.... belíssima entrevista com Eduardo Galeano, no Sangue Latino

    Alguns importantes nomes da América Latina foram reunidos no Canal Brasil no programa Sangue Latino. O escritor e jornalista Eric Nepomuceno convidou escritores, músicos, poetas, artistas plásticos e outros grandes pensadores do continente (infelizmente muitos mais homens do que mulheres...) para conversar sobre a situação política, literatura, música, cultura e política dos países da região, entre outros temas. As entrevistas foram gravadas no Uruguai, Argentina, Chile e no Brasil, sempre em clima intimista e sem uma pauta previamente determinada para cada convidado. (Para saber mais sobre o projeto: Eric Nepomuceno conversa em clima intimista com intelectuais da América Latina

     A seguir, a entrevista com Eduardo Galeano. É imperdível, profunda e emocionante. Eduardo Galeano nasceu no Uruguai em 1940 e foi autor do célebre Las venas abiertas de América Latina (1971).

Diretor: Felipe Nepomuceno
Dir. de Fotografia: Breno Cunha
© 2010 Urca Filmes

Para assistir a entrevista numa resolução muito melhor, clique no link:

24 de jan. de 2011

A turbulenta relação entre os brasileiros e as serras remonta à criação do país

A gênese da destruição


A trágica história dos desastres naturais em terras brasileiras começa com o país. São Vicente, em São Paulo, a primeira povoação oficialmente criada na América portuguesa, teve o núcleo destruído por tempestades e ressacas em1541. O padre José de Anchieta, ao escrever na mesma região em 1560, descreveu uma tempestade que "abalou as casas, arrebatou os telhados e derribou as matas".

Desde então, se sucedem os desastres gerados pela combinação de gente no lugar errado, montanhas e tempestades, destaca o historiador José Augusto Pádua, para quem a história tem muito a contribuir para a compreensão da relação entre o homem e a natureza. Relação que pode terminar em desgraça, como demonstrou a tragédia deste mês na Região Serrana do Rio.

- Temos uma longa trajetória de uso inadequado do solo. E uma visão da natureza sem enfoque histórico. As pessoas, e não só no Brasil, veem a natureza como um cenário. Mas a natureza é movimento. É transformação permanente - explica Pádua, um dos poucos especialistas brasileiros em história do meio ambiente e coordenador do Laboratório de História e Ecologia do Departamento de História da UFRJ.


VER a matéria completa em Jornal da Ciência de 24 de janeiro de 2011 

22 de jan. de 2011

Joãzinhos... Juanitos.... sempre vítimas das tragédias ambientais

No Rio de Janeiro, em Córdoba (Argentina) as chuvas chegam fazendo estragos, mas costumam ser os "Juanitos" os mais castigados. Isso é a injustiça ambiental.


Antonio Berni, "Inundación en el barrio de Juanito", 1961 (óleo, metal y cartón sobre hardboard 186 x 124) - Em: La Pintura y las inundaciones 

Para mais quadros de Antonio Berni, clique aqui

Vale a pena ver o Blog  NO QUEREMOS INUNDARNOS (Localidad de Embalse, Córdoba, Argentina) 

Ver, também, Sobre lixões, desigualdades sociais, injustiça ambiental e enchentes, postado neste blog, em 9/4/2010. 

5 de nov. de 2010

Palestra sobre os Garifuna, no IPPUR (Rio de Janeiro)




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     Os garífuna, conhecidos inicialmente como caribes negros, são a expressão de um processo de mestiçagem entre africanos procedentes do tráfico de escravos e indígenas caribes-arawaks que se produziu durante período colonial nas Antilhas menores, principalmente na Ilha de San Vicente. Deportados em massa pelos ingleses para a América Central, os garífuna começaram em 1797 o povoamento por diversas formas de territorialização nas costas caribenhas de quatro países - Honduras, Belize, Guatemala e Nicaragua. Na história e no presente dos garífuna encontramos uma superposição de formas de pertencimento com uma dupla conotação afro e caribe transnacional, recentemente reforçada em seu discurso como parte da diáspora afrodescendente das Américas. Partindo de uma perspectiva histórica, a palestra explicitará a dinâmica de construção das identidades garífunas, suas formas de inscrição no território, os atores que intervêm em ditos processos e sua dinâmica política.

IPPUR / UFRJ
Av. Pedro Calmon, nº 550 - Prédio da Reitoria
5º andar Cidade Universitária - Rio de Janeiro
Telefone: 21 2598 1676 / 1919 - Fax: 21 2598-1923

29 de out. de 2010

A hisória de La Abuela Grillo, uma história contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia

Vale a pena!





A Avó Grilo: O mito da dona da água (por Elaine Tavares)


Esta é uma história que é contada milenarmente pelo povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que no principio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então….

Vale a pena ver essa beleza de desenho animado, que representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.

A produção foi feita na Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, e pela Comunidade de Animadores Bolivianos. O trabalho de desenho foi realizado por oito animadores bolivianos, dirigido por um francês, com música da embaixadora da Bolívia na França, e a ajuda de um mexicano e uma alemã. Todo juntos na defesa dos recursos naturais.

11 de set. de 2010

Equador devera escolher entre ouro ou água

Al-Jazeera, agência de noticias de Meio Oriente produziu um vídeo documentário Ouro e Agua sobre a situação atual no Equador e as reivindicações das comunidades indígenas (o vídeo está em inglês, embora é possível ouvir os depoimentos das pessoas em espanhol. Para saber mais, visitar a página de Acción Ecológica (como data de atualização da página aparece, por engano, janeiro de 2000, mas ele está atualizada).


8 de set. de 2010

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

SESC Rio apresenta:

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

 
ABERTURA
DIA 10 DE SETEMBRO: APRESENTAÇÃO DA DUPLA "DÚO PEÑA CRIOLLA" (JOSE MARÍA e RICARDO BARTRA do Grupo Negro Mendes)
20 HORAS
Repertório afro peruano.


EXPOSIÇÃO

10/9 a 23/10
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA LATINA: UMA PONTE PARA O ATLÂNTICO – FOTOS DE JANUARIO GARCIA 

Inaugurada na embaixada da Nigéria em Abuja e, ainda, inédita no Brasil, essa exposição fez parte das ações comemorativos da Cúpula de Países da África e da América do Sul (AFRAS), realizada em dezembro de 2008.  De Januário Garcia – fotógrafo negro que, entre tantos trabalhos, registrou os últimos 25 anos do movimento negro no Rio de Janeiro -, a exposição traz “metáforas fotográficas” que demonstram a relação entre a África e a América do Sul, onde se encontra a maior população afro do mundo, de quatro séculos de imigração forçada. São, finalmente, um registro da presença atual dos afro-descendentes no continente latino americano e, ao mesmo tempo, do legado cultural das matrizes africanas no Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. De terça a sábado das 12 às 17h. Classificação: Livre. Local: Galeria. Grátis.
© Foto de Januário Garcia. Neta de um escravo que viveu em Macuco, no Estado do Rio.

CINEMA

MOSTRA CINE COMO LE GUSTA – DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL
Compondo a programação paralela da exposição de fotografias de Januário Garcia que leva o mesmo nome, a seleção de filmes realizada pela ONG Encontros Latino Americanos refletem a condição do negro, hoje, na América Latina. Todos os sábados, às 15h.

4/set, sábado, 15h 
7 e 8/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
SUA MAJESTADE O DELEGADO. Dir. Clementino Júnior, Brasil, 2007. 10 min.
Um documentário narrado pelo próprio Delegado, Hésio Laurindo da Silva, e pontuado por um samba-enredo composto especialmente para esta obra, que registra em vida a arte, o estilo e a autenticidade deste eterno mestre-sala. 
ORO NEGRO. Dir. Bruno Serrano. Chile, 2004. Dur. 23 min.
No vale de Azapa vivem os descendentes de africanos que foram levados ao Chile como escravos, até o início do século XIX.  O esforço dos seus descendentes na recuperação de suas tradições para se reconhecerem e serem reconhecidos em um país que está começando a tomar consciência de sua interculturalidade. SON DE LOS DIABLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur.56 min.
Em 2004 os peruanos celebraram 150 anos da abolição da escravatura. Neste ano o carnaval negro Son de Los Diablos, que existe há mais de 300 anos, voltou às ruas do Rí­mac após 16 anos de ausência. 

11/set, 15h
14 e 15/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
MOVIMENTO AFRO-CULTURAL. Dir.Coletiva Movimiento Afrocultural. Argentina, 2006. Dur.25min.
O documentário é uma reivindicação pelo reconhecimento da comunidade afrodescendente na sociedade argentina. O tambor e o berimbau são símbolos de rebeldia e resistência à negação a que foram submetidos os negros no Rio de La Plata.
UMA NOITE COMA FAMÍLIA ZEVALLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. 25 min.
Em Villa El Salvador, na periferia de Lima, a Familia Zevallos transmite suas tradições afro para as novas gerações, criando uma possibilidade de desenvolvimento artistico e profissional, além de afirmar sua identidade cultural.
MANO BROU DO CANTAGALO. Dir. Mário Silva. Brasil, 2008. Dur.26 min.
O filme é uma tentativa de apreensão da essência do processo criativo do artista, incorporando o universo sonoro e humano que o envolve.


18/set, sábado, 15h
21 e 22/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
IDENTIDADE CULTURAL, UM DIREITO DE TODOS. Dir. Valéria Catoira, Bolívia, 2006. Dur. 12 min.
Localizada a 96km de La Paz, Bolívia, Tocaña é conhecida como a comunidade das danças e ainda possui um ar de outros tempos. Junto com Mururata, Chijchipa e Santa Ana, Tocaña se apresenta como uma das principais comunidades afro-bolivianas.
NEGRO CHÉ. Dir. Alberto Masliah. Argentina, 2005. Dur. 88 min.
Através da organização de um reencontro na velha Casa Suiça, onde a comunidade afroargentina se reunia para festejar o carnaval a cada ano, começamos a conhecer a luta que hoje em dia devem empreender para sobreviver ao isolamento desse grupo na Argentina.


25/set, sábado, 15h

A DÉCIMA. Prod. Centro Cultural Afro Ecuatoriano, 1994. Dur. 10 min.
Depoimentos e declamações de alguns dos decimistas mais importantes do povo esmeraldenho, na fronteira entre o Equador e a Colômbia.
ATAJO DE NEGRITOS. Dir Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur. 82 min.
Gravado em El Carmen (Chincha/Peru), o documentário registra a tradição religiosa de afroperuanos, num ritual de zapateo em homenagem ao menino Jesus.

Rua Barão de Mesquita, 539. Tijuca.
agendamento de turmas pelos telefones: 3238-2140 e 3238-2076

30 de ago. de 2010

Manu Chao - Clandestino

Pelos 72 imigrantes assassinados no estado de Tamaulipas, no México
  
Clandestino
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal

12 de jul. de 2010

CAMPAÑA POR LA PROHIBICION DEL CIANURO EN AMERICA LATINA


El Observatorio de Conflictos Mineros de AméricaLatina (OCMAL) da inicio a la “Campaña por la Prohibición del Cianuro en América Latina

La información que acompaña el lanzamiento de esta campaña es la base para convocar a las organizaciones de la sociedad civil, gremios y sindicatos, comunidades, académicos y gobiernos, para luchar por lograr la prohibición del cianuro en actividades mineras en toda América Latina.

Actividades principales de la campaña:
1.- Documentación de faenas y proyectos mineros en desarrollo y en planificacion que contemplan el uso de cianuro de sodio en cada país
2.- Documentación de accidentes y eventos de contaminación por cianuro en minería
3.- Denuncias de situaciones de riesgo por uso de cianuro en minería
4.- Sistematización de la legislación para el manejo y transporte de cianuro.
5.- Elaboración de proyectos de ley para la eliminación del cianuro en cada país
  
Razones para fundamentar la campaña por la prohibición del cianuro en América Latina.

A- El cianuro es un elemento químico de alta peligrosidad para los ecosistemas y la población expuesta.

B- El cianuro de sodio utilizado en la lixiviación del oro y la plata es aún mucho más peligroso. Una cantidad del tamaño de un grano de arroz puede matar una persona.

C- Las cantidades de cianuro de sodio utilizadas en minería no se degradan totalmente ni de manera segura en el transcurso de una operación minera, pueden cambiar su composición química dificultando su detección.

D- La degradación del cianuro dependiendo de las condiciones, puede tardar  u tiempo indeterminado manteniendo latente un riesgo de contaminación en el largo plazo.

E- Muchos de los accidentes ocurridos al verterse cianuro al ambiente han tenido consecuencias fatales para los ecosistemas y la población expuesta.

F- Las rutas por las que se transporta el cianuro para las faenas mineras, sobre todo aquellas ubicadas en la alta cordillera o en lugares remotos de páramos y selvas, incrementan el riesgo de accidentes y desastres ambientales

G- Las medidas de contingencia frente a accidentes, derrames e intoxicación por cianuro de sodio han demostrado ser insuficientes y las medidas de reparación no logran dar cuenta de los daños causados

H- Los efectos de la contaminación por cianuro de sodio suelen ser irreversibles


Para adherir a la campaña y mayores informaciones comunicarse con:

Coordinación OCMAL 
o clique en la imagen al lado


7 de jul. de 2010

DECLARACION BINACIONAL DE COMUNIDADES INDIGENAS DE PERU Y ECUADOR AFECTADAS POR EMPRESAS MINERAS


"Venciendo Fronteras, fortaleciendo a los pueblos en resistencia a la minería"

Reunidos dos dias 2 a 4 de julho, nacionalidades, comunidades e povos de fornteira atingidos pela industria extrativa mineira firmaram uma pacto de unidade entre os povos fronteirizos do Equador e Perú.


Para saber mais sobre o I ENCUENTRO BINACIONAL DE COMUNIDADES CAMPESINAS E INDÍGENAS DEL PERÚ Y ECUADOR AFECTADAS POR LA MINERÍA, realizado los días del 02, 03 y 04 de Julio, en la ciudad de Piura (Peru) leia "Comunidades e Indígenas de Perú y Ecuador contra minería en fronteras" (El Regional de Piura - 5/7/10).

16 de jun. de 2010

Sobre integração regional, empresas e bolivarianismo na América Latina

Para quem tiver interesse nos temas sobre a "nova integração regional" da América Latina e no papel das empresas brasileiras na região, acabou de sair publicado pelo Observador on-line do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) do Iuperj o texto:
 A nova integração regional e a expansão do capitalismo brasileiro na América do Sul da Daniela Ribeiro e Regina Kfuri.

Ainda sobre América Latina: o filme Ao Sul da Fronteira (South of the Border - ver site oficial) de Oliver Stone que foi estreiado recentemente no Brasil não me pareceu uma maravilha, porém acho que vale a pena conferir. Gostei, em particular, do tom das entrevista feitas com alguns dos Presidentes da região. Tem material documental também interessante.


13 de jun. de 2010

Haiti: camponeses marcham contra a Monsanto


A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio

Thalles Gomes
Enche /Haiti

Lanbi é o termo em kreyòl para designar uma espécie de concha marítima muito comum no litoral haitiano e que costuma servir de alimento para o povo dos litorais. Mas lanbi não é somente uma concha. É também um instrumento de guerra. Nos tempos da colônia, os escravos haitianos sopravam seus lanbis ao calar da noite e o som grave que saia deles era o sinal para convocar as reuniões que planejariam os passos da independência haitiana. Foi ao som dos lanbis que se levou a cabo a primeira revolução vitoriosa de escravos que se tem notícia na história da humanidade. O ruído grave e oco do lanbi foi o prenúncio da libertação das Américas

Na última sexta-feira, 04 de Junho de 2010, o som do lanbi voltou a ser ouvido na pequena ilha do Caribe. Na região de Papay, no departamento Central do Haiti, milhares de camponeses e camponesas marcharam ao ritmo dos lanbis. Eles vinham de todos os confins do país e gritavam em uníssono: “Abaixo a Monsanto. Abaixo as sementes transgênicas e híbridas. Viva as Sementes Nativas Crioulas!”

A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional Monsanto ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio. Esta doação está sendo encarada pelas famílias e movimentos camponeses como um verdadeiro presente mortal e representa um “ataque muito forte à agricultura camponesa, aos camponeses e às camponesas, à biodiversidade, às sementes crioulas que estamos defendendo, ao que resta de nosso meio ambiente no Haiti”, de acordo com Chavannes Jean-Baptiste, coordenador do MPP (Mouvman Peyizan Papay) e membro da Via Campesina haitiana, responsáveis pela convocação e coordenação da Marcha.


Fonte: Brasil de Fato.com.br - 13 de Junho de 2010 

12 de mai. de 2010

Territorio de Fronteras



Territorio de Fronteras 
Este trabajo audiovisual plantea el tema de las relaciones entre el Estado y el Pueblo Mapuche a través del testimonio de personajes vinculados al tema e incorporando el hecho del la Huelga de Hambre de cuatro comuneros mapuche procesados por la Ley Antiterrorista, el año recién pasado.

Este trabajo estuvo a cargo de un equipo de realización regional. La Dirección es de Guido Brevis, en la Producción Jaime García, en la Investigación Patricio Riquelme, en Gráfica y Animación Daniel Bernal y en las Traducciones Graciela Cabral Quidel. La Música es de la Agrupación "Tierra Oscura" de Temuco y con el apoyo de Nancy San Martín.


8 de mai. de 2010

Situaciones de conflicto entre los derechos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros

Durante o VII Congreso Internacional de la Red Latinoamericana de Antropología Jurídica (Lima, 2 a 6 de agosto de 2010) será apresentada uma Mesa sobre o tema: Situaciones de conflicto entre los derechos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros coordinada por  Ricardo Verdum (Brasil) e César Gamboa (Perú).

Descripción de la Mesa
          Contexto general - Las sociedades, economías, instituciones, normativas, el hacer de la política y el medioambiente atraviesan en América Latina profundas trasformaciones. En las dos últimas décadas la región paso a ser uno de los principales albos de presión política y de inversiones financieras asociados con la actividad extractiva (minería, hidrocarburos, biocombustibles, etc.). Especialmente Perú, pero también Chile, Argentina y México, y más reciente Guatemala y Honduras se constituirán como los espacios más atractivos para inversiones tanto nacionales como internacionales.

Colabora a este crecimiento la demanda mundial por eses recursos y, adicionalmente, evaluaciones de agencias como el BID y el BIRD sobre que los países de la región deben invertir en infraestructura para reducir costos y el tiempo del transporte. Ese es uno de los principales riesgos que percibimos, por ejemplo, en la Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Sudamericana (IIRSA): la de ser nada más y nada menos que una proveedora de las condiciones materiales generales de producción (o sea, infraestructura) para potencializar uno de los modelos de desarrollo que han caracterizado el camino histórico de la región en la economía mundial (de extractivismo y exportación), ampliando la escala de las importaciones (de los países) con baja agregación de valor.

En Brasil, no obstante la actual Constitución Federal no permite la explotación de recursos minerales y energéticos en los territorios indígenas, pero esto no ha impedido el origen de conflictos con colonos y pueblos indígenas, garimpeiros, especialmente en la Amazonía (Yanomami, Cinta-Larga, etc.), y una creciente presión política para reglamentar la actividad extractiva en los territorios indígenas. Los Uwa y Wayuu en Colombia; los Guaraní en el Chaco boliviano; la violencia ocurrida en junio en el 2009 en el Conflicto de Bagua en Perú; el caso Yasuní en Ecuador son algunas situaciones emblemáticas de conflictos socio-ambientales y disputas territoriales que ocurren hoy en América Latina, de un proceso que tiende a agravarse en los próximos anos.

La mesa acogerá trabajos que analicen situaciones de conflicto entre los derechos propios y reconocidos de los pueblos indígenas y las actividades extractivas realizadas por terceros (sean o no empresas) en tierras y territorios de comunidades indígenas y en reservas territoriales destinadas a pueblos indígenas en aislamiento y en contacto inicial en América Latina.
Los análisis deben resaltar tanto las condiciones socio-históricas como considerar los usos (y conflictos) de las nociones de desarrollo, autonomía y autodeterminación, territorio, naturaleza así como los derechos reconocidos de los pueblos indígenas. Los análisis deben considerar también los avances (y límites) de la normativa nacional e internacional, especialmente el Convenio 169 de la OIT y la Declaración de la ONU sobre los Derechos Indígenas, y cómo están siendo aplicadas en los casos en cuestión.

9 de abr. de 2010

Sobre lixões, desigualdades sociais, injustiça ambiental e enchentes

A seguir recomendo 3 filmes de épocas e lugares diferentes, mas todos eles muito bons e esclarecedores da profunda (e estrutural) relação existente entre a desigualdade social, a injustiça e a vulnerabilidade de determinados grupos sociais perante as "catástrofes" climáticas e ambientais:


ESTAMIRA (dir. Marcos Prado)
BRASIL – 2006, 121 min

Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e trabalha há mais de vinte anos no aterro sanitário do Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade, que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloqüente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levanta de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitantes de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida.





ILHA DAS FLORES (dir. Jorge Furtado)
BRASIL - 1989, 13 min

Um ácido retrato da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.  O destino final do tomate é num lixão perto da cidade de Porto Alegre, onde moram pessoas muito pobres que catam alimentos no lixão. 





LOS INUNDADOS (dir. Fernando Birri)
ARGENTINA - 1962, 30min

"Inundados" em português significa "alagados".  O filme é um clássico do cinema argentino que narra a história de uma família de poucos recursos, moradores do sul da provincia de Santa Fé que numa enchente é forçada a se mudar a um vagão de trem abandonado até que a águas do rio Salado baixem novamente.

Outros olhares...

Porque a realidade costuma ser opaca... e, não poucas vezes, nossos olhares escorregam na sua superfície