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11 de jun. de 2020

O "vírus chinês". Etnocentrismo em tempos de pandemia


por Gabriela Scotto

    Pandemias como as que estamos vivendo amplificam e expõem, de forma brutal, aspectos da sociedade que em tempos "normais" costumam ficar invisibilizados ou silenciados. Ao ler os jornais ou assistir o noticiário na TV temos a impressão de que aspectos da nossa sociedade como a profunda desigualdade social, a importância da saúde pública, a violência do Estado, a violência doméstica, o racismo, dentre outros, tivessem sido descobertos como temas fundamentais, com a pandemia. É o que chamo de efeitos amplificadores das pandemiasUm desses aspectos expostos  que gostaria de mencionar aqui é a do visível etnocentrismo embutido na ideia do "vírus chinês". 

    Em 1952, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss escreveu Raça e História a pedido da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como contribuição ao programa de luta contra o racismo. No seu texto, ele carateriza o etnocentrismo como a atitude que consiste em "repudiar pura e simplesmente as formas culturais, morais, religiosas, sociais e estéticas mais afastadas daquelas com que nos identificamos." E acrescenta, de forma taxativa, que as atitudes etnocêntricas podem ser identificadas como "um sem número de reações grosseiras que traduzem este mesmo calafrio, esta mesma repulsa, em presença de maneiras de viver, de crer ou de pensar que nos são estranhas." (LÉVI-STRAUSS, 1952).

    Quando se espalham pelas redes sociais vídeos que mostram chineses comendo morcegos, ou afirmações - respaldadas por governantes - de que o vírus seria parte de um "programa secreto de armas biológicas" da China, estamos perante atitudes que Lévi-Strauss não duvidaria de chamar de etnocêntricas. Atitudes "grosseiras" e violentas como a que sofreu uma estudante de direito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) descendente de japoneses que circulava na linha 1 do metrô, no Rio de Janeiro, ao ser xingada de "chinesa porca" por uma mulher; ou ainda, as do ministro de Educação, Abraham Weintraub, quando satiriza a maneira como os chineses falam e insinua publicamente que o país asiático usa o coronavírus para dominar o mundo, são fortemente etnocêntricas e, como diria  o antropólogo francês, "bárbaras".

    Se em muitos casos, o etnocentrismo está baseado na má fé, na violência e na estupidez, em muitos outros, ele é resultados do desconhecimento sobre os que são diferentes a nós, no caso em questão, os chineses. Nesse sentido. acredito que uma das formas de combater as atitudes e crenças etnocêntricas é procurar conhecer e entender aqueles que são diferentes e que, conforme os nossos padrões culturais, parecem "exóticos" e "incivilizados". A seguir compartilho algumas referências de leituras que buscam ajudar a conhecer e compreender a China e os chineses. Se o COVID-19 está difícil de ser combatido e erradicado que, ao menos sejamos capazes de combater "o vírus chinês".


Olhares antropológicos sobre a China

  • HAN, Byung-Chul. Shanzhai. El arte de la falsificación y la descontrucción en China. Buenos Aires: Caja Negra, 2016
  • SAID, Edward  W. Orientalismo. O oriente como invenção de ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.               


Sites com informações, notícias e análises sobre a China atual


  • O interesse sobre a China está crescendo em toda parte. No entanto, fora da China, a maioria das notícias e análises disponíveis ainda é produzida pela grande mídia do Norte Global. O Coletivo Dong Feng - formado por pesquisadores de vários países - produz um resumo semanal de notícias da China (de fontes locais em chinês e inglês), a fim de possibilitar o acesso às perspectivas chinesas. Como referência, também se incluem uma pequena seleção de artigos da mídia ocidental. O resumo é publicado todo sábado em espanhol, português e inglês.

  • SANTORO, Maurício - Diálogo ChinoSobre China, América Latina e o meio ambiente
Diálogo Chino é um site de jornalismo independente dedicado a destrinchar as relações China-América Latina e seus desafios para o desenvolvimento sustentável.

O Extramuros propõe-se olhar a China além da China, além das fronteiras físicas, mentais, pessoais, das muralhas do nosso conhecimento. Este é um laboratório escrito e visual que se propõe a dar voz a quem quer contornar obstáculos, sejam eles a língua, a cultura ou a dimensão de um espaço aparentemente inalcançável. O Extramuros é um projeto da Casa de Portugal em Macau.

Planeta China 中国门 é uma  plataforma de contínuas interações  sino-lusófonas. Um espaço de ação a unir ocidente e oriente há mais de 15 anos via projetos culturais, educacionais e consultorias.


Viajantes e encontros culturais:

  • FREYRE, Gilberto. China tropical e outros escritos sobre a influência do Oriente na cultura luso-brasileira. São Paulo: Global, 2011
  • HENFIL. Henfil na China (antes da Coca Cola), Editora Codecri, 1980
  • MARCO POLO. Livro das Maravilhas. (século  XIII)


Como citar este texto:

SCOTTO, Gabriela. "O "vírus chinês". Etnocentrismo em tempos de pandemia". Blog Outros Olhares, Rio de Janeiro, 11 de junho de 2020. Disponível em:  <https://outrosolharessobre.blogspot.com/2020/06/o-virus-chines-etnocentrismo-em-tempos.html> 

19 de jun. de 2012

Jogo de Angola, por Clara Nunes

Muito bom!!


No tempo em que o negro chegava fechado em gaiola

Nasceu no Brasil quilombo e quilombola

E todo dia negro fugia juntando a curriola

De estalo de açoite de ponta de faca e zunido de bala

Negro voltava pra cola no meio da senzala

E ao som do tambor primitivo: beirimbau, laraque e viola

Negro gritava: abre ala
Vai ter jogo de angola

perna de brigar camará
perna de brigar olê
ferro de furar camara
ferro de furar olê
arma de atirar camará
arma de atirar olê oleeeeee

Dança guerreira, corpo do negro é de mola na capoeira
Negro embola e desembola
E a dança que era uma festa do dono da terra
Virou a principal defesa do negro na guerra
Tendo o que se chamou libertação
E por toda força, coragem e rebeldia
Louvado será todo dia
Esse povo cantar e lembrar o jogo de Angola da escravidão do Brasil

perna de brigar camará
perna de brigar olê
ferro de furar camará
ferro de furar olê
arma de atirar camará
arma de atirar olê oleeeeee

Repete

perna de brigar camara
perna de brigar olê
ferro de furar camará
ferro de furar olê
arma de atirar camará
arma de atirar olê oleeeeee

Repete

perna de brigar camara
perna de brigar olê
ferro de furar camará
ferro de furar olê
arma de atirar camará
arma de atirar olê oleeeeee

-
Autores: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro (1978)

FONTE: Combate ao racismo Ambiental - 10/06/12

26 de jan. de 2012

Manifesto em defesa dos imigrantes haitianos


São Paulo, 16 de janeiro de 2012

     As organizações nacionais e internacionais de apoio às migrações e grupos de pesquisa e estudo sobre as migrações sediados em diferentes universidades brasileiras têm acompanhado com apreensão a realidade enfrentada pelos imigrantes haitianos na fronteira da região norte do Brasil assim como a cobertura dada a essa realidade pela mídia brasileira e internacional.  Alinhados com a necessidade de um tratamento dessa nova realidade como uma questão de direitos humanos, assim como de todos os novos fluxos migratórios que começam a se intensificar na região e no Brasil, sugerimos ao governo brasileiro que veja nesse momento a oportunidade de tornar concreta para o país e para o mundo a postura humanitária que vem demarcando o discurso e as ações governamentais no exterior em questões que envolvem relações internacionais e que tem contribuído para outorgar ao Brasil reconhecimento político e econômico no contexto internacional.

Para ver os encaminhamentos, os signatários e os documentos completos em espanhol e português, clique aqui  


5 de dez. de 2011

literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira


Um espaço virtual para divulgar e estimular a pesquisa e a reflexão a respeito da produção literária dos brasileiros afrodescendentes
     A literatura afro-brasileira é “um conceito em construção”, diz o professor Eduardo de Assis Duarte, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde coordena o grupo de pesquisa “Afrodescendências na Literatura Brasileira”. 
     Contribuição significativa para o edifício deste conceito, a coleção “Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica”, organizada por ele e recém-lançada pela Editora da UFMG, reúne, em quatro volumes, uma série de ensaios e referências biográficas e bibliográficas sobre cem escritores, dos tempos coloniais até hoje. Fruto da colaboração de 61 pesquisadores de 21 universidade brasileiras e seis estrangeiras, a coletânea procura organizar a ainda dispersa reflexão acadêmica atual sobre o tema, num percurso histórico que vai de clássicos (Machado de Assis, Lima Barreto, Cruz e Sousa) a contemporâneos (Nei Lopes, Paulo Lins, Ana Maria Gonçalves), passando por nomes importantes esquecidos (Maria Firmina dos Reis, José do Nascimento Moraes).
     O trabalho do projeto pode ser acompanhado no site <http://www.letras.ufmg.br/literafro/>. 


VER matéria completa em 
http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/11/05/antologia-critica-traca-historia-da-literatura-afro-brasileira-414930.asp

13 de nov. de 2011

Zygmunt Bauman – Entrevista em Fronteiras do Pensamento 2011

Atravessar as fronteiras do pensamento...



Entrevista com o filósofo polonês Zygmunt Bauman para o Fronteiras do Pensamento, apresentada na ocasião do encontro com o pensador francês Edgar Morin. Datas: 08/08/2011 (Porto Alegre) e 09/08/2011 (São Paulo).

22 de out. de 2011

A Companhia Marginal da Maré

     A Cia Marginal é formada por militantes que procuram transformar a realidade que os cerca. No teatro, eles fazem da cena uma frente de ação coletiva e de libertação pessoal. Para isso, investem em formação técnica e artística, e nos últimos anos vêm se instrumentalizando para buscar a consolidação – espaço, continuidade, circulação.    

   Seu último espactáculo, esteve baseado em uma série de conversas com pessoas presas em penitenciárias do município do Rio de Janeiro, Ô, LILI  procurou estabelecer uma conexão critica e criativa entre o universo prisional de regime fechado e a realidade dos espaços populares cariocas, submetidos hoje a uma série de restrições, como fronteiras do tráfico, muros e controle armado da polícia.


Fonte: Página da Cia Marginal: http://www.ciamarginal.com/#c89/custom_plain

VALE A PENA ESTAR ATENTO PARA NOVAS APRESENTAÇÔES já quea a Cia Marginal prevê uma nova temporada do espetáculo em teatro da zona sul carioca (ainda à definir) no primeiro semestre de 2012.

25 de jun. de 2011

1ª Semana “Cinema e Migrações” do NIEM

     Tratando dos dramas humanos, desde o plano social até o mais individualizado, o cinema não poderia deixar de enfocar as migrações. Sendo ele essencialmente movimento, uma expressão de arte que permite expor as sequências – reais e imaginárias – dos percursos de vida de seus personagens, é natural que dedique especial atenção ao migrante, aos seus momentos de passado e presente, às suas divisões entre origens, passagens e destinos.

       Nos seus onze anos de existência, o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios - NIEM sempre considerou em um lugar muito significativo essas imagens e pessoas em movimento. Tendo nascido como espaço de debate e pesquisa da migração nas suas mais diversas dimensões, assim como oportunidade de encontro para os que se interessam, se mobilizam e se comovem com as histórias de migrantes, em muitas ocasiões exibimos e debatemos filmes. Serão cinco dias, durante os quais algumas obras significativas serão exibidas, sempre acompanhadas de debates livres entre o público e estudiosos dos temas apresentados.

Os filmes serão exibidos nas tardes dos dias 27 de junho a 1º de julho, sempre a partir das 13:30, com os debates se estendendo até as 17:00, no auditório do IPPUR-UFRJ.

No endereço:

Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios (NIEM)
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ)
Av. Pedro Calmon, nº 550 - Prédio da Reitoria
5º andar Cidade Universitária -
21941-901 - Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Telefone: 21 2598 1923/1919 - Fax: 21 2598-1923


Inscrições pelo e-mail: NIEM.migr@gmail.com



P r o g r a m a ç ã o :
  
Dia 27/06, às 13:30:

Uma janela para a lua (Colpo di Luna)

Diretor: Alberto de Simone
Ficção (Itália, 1995)
Um homem volta à pequena aldeia em que nasceu, na Sicília, e resolve reformar sua antiga casa. Completamente envolvido com o futuro - pesquisa a origem dos buracos negros - quer se desfazer do passado. Contrata Salvatore, um velho trabalhador da região, e seus dois filhos. Descobre que eles vivem numa comunidade terapêutica, onde um jovem médico usa uma maneira criativa e diferente de tratar problemas psicológicos.

Versão em italiano, com legendas em português
  
Debatedores:
 Ademir Pacelli Ferreira (diretor do Instituto de Psicologia da UERJ)
Patricia Reinheimer (professora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFRRJ)


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Dia 28/06, às 13:30:

Os rapazes maus: crônicas da violência habitual (Les mauvais garçons: Chroniques de la violence ordinaire)

 Diretores: David Carr-Brown, Pierre Bourgeois, Patricia Bodet
 Documentário (França, 2004)
 
Como nasce a violência? Como ela se propaga? Quem é violento, como e porque? Quem são os culpados e as vítimas? Para uma possível exploração dessas perguntas, os diretores examinaram uma cidade média, Creil, próxima a Paris. O conjunto La Commanderie, criado para moradores franceses de classe média, tornou-se ao longo do tempo um bairro étnico, habitado principalmente por imigrantes e marcado pela atuação violenta de gangues. O filme aborda, do ponto de vista da política de habitação e da imigração, quarenta anos de história da sociedade francesa.

Versão em francês, com legendas em espanhol
 
Debatedoras:
 Luciana Correa do Lago (professora do IPPUR-UFRJ)
 Maria Julieta Nunes (professora do IPPUR-UFRJ)


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 Dia 29/06, às 13:30:

Pão e Chocolate (Pane e cioccolata)
 Diretor: Franco Brusati
 Ficção (Itália, 1974)

Nino é imigrante na Suíça e trabalha como garçom. Ao perder seu visto de imigrante temporário, decide permanecer no país como indocumentado, enfrentando diversos problemas, entre eles o preconceito dos suíços. O filme retrata um momento na qual os italianos constituíam parte significativa da mão-de-obra dos europeus do sul que migravam para os países ao norte, permitindo uma reflexão sobre o momento atual, no qual a Itália tornou-se um país de imigração e também expõe sua rejeição aos estrangeiros.

Versão em italiano e alemão, com legendas em português

Debatedoras:
Miriam de Oliveira Santos (professora do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ)
Syrléa Marques Pereira (coordenadora adjunta do Laboratório de Estudos de Imigração e Estrangeiros da UERJ; pós-doutoranda em História como bolsista FAPERJ)

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Dia 30/06, às 13:30:

Atravessando o Arizona (Crossing Arizona)

Diretores: Dan DeVivo, Joseph Mathew
 Documentário (EUA, 2006)

 “Crossing Arizona” expõe a tensa situação das relações entre migrantes, estado e organizações da sociedade civil na fronteira EUA-México. O aumento nos controles de fronteira na Califórnia e Texas empurrou migrantes indocumentados para tentar a difícil travessia através do deserto do Arizona. A maioria são mexicanos em busca de trabalho, mas cada vez mais tentam também mulheres e crianças em busca de reunificação com os familiares que já se encontram nos EUA. O filme examina a crise através dos olhos daqueles mais afetados, desde os migrantes até aqueles que zelam para que cercas continuem impedindo a travessia, bem como para os que apóiam e defendem a migração.

Versão em inglês e espanhol, com legendas em inglês nas partes em espanhol
 
Debatedores:
 Helion Póvoa Neto (professor do IPPUR-UFRJ)
 Thaddeus Gregory Blanchette (professor do Campus Macaé da UFRJ)
  
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Dia 01/07, às 13:30:

Migrantes

Diretor: José Roberto Novaes
Documentário (Brasil, 2007)

 A vida dos trabalhadores do Nordeste nos canaviais paulistas é o tema central de “Migrantes”. Resultado de parceria entre as Universidades Federais do Rio de Janeiro, São Carlos, Maranhão e Piauí, o documentário retrata, por meio de depoimentos e imagens marcantes, os obstáculos que os trabalhadores que migram para trabalhar no corte de cana enfrentam. A ruptura com a família, condições precárias de vida, excesso de trabalho e falta de assistência à saúde são alguns dos problemas abordados.

Versão em português, sem legendas
  
Debatedor:
José Roberto Novaes (Professor do Instituto de Economia Industrial da UFRJ)

23 de jun. de 2011

Coleção História Geral da África - Catraca Livre

(para baixar os volumes, clique no link acima)

Unesco disponibiliza download dos oito volumes da Coleção História Geral da África

     Um desafio foi lançado na década de 60, mais precisamente em 1964, quando a Unesco decidiu fazer um estudo sobre a história da África. Contudo, esse estudo seria diferente de todos os outros que hoje podem ser facilmente encontrados em livros didáticos, aqueles que só falam sobre a escravidão. Este desafio era penetrar nas entranhas da África e descobrir a história, a cultura, os valores e conhecer seus povos.

Volume I - Metodologia e pré-história da África

     O primeiro passo foi desligar-se do olhar estrangeiro, dos estudos etnológicos e antropológicos europeus e abolir dos esteriótipos. A melhor forma para narrar a história da África era, sem dúvidas, contá-la pelos próprios africanos. Formou-se, então, uma equipe de 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas. Desses, dois terços eram africanos.
      Ao final da produção dessa pesquisa, o resultado foi a Coleção História Geral da África, que conta com oito sólidos volumes. Ao longo das décadas de 80 e 90, esse material foi sendo editado em inglês, árabe e francês. E, em dezembro de 2010, foi lançada a versão em português da Coleção, no Brasil.
      No cenário da educação no país, o conjunto de obras abrange vários aspectos como, por exemplo, o atendimento a lei 10.639/2000 (que estabelece a obrigatoriedade de estudos étnicos-raciais), o lançamento para o Ano Internacional do Povos Afrodescendentes e, ainda, a reconstrução da identidade dos brasileiros que não conhecem a cultura dos povos que contribuíram para a formação do seu país.
      Esse material, além de ser utilizado nas instituições de ensinos por educadores e estudantes, está disponível, em português, no site da Unesco. O download é gratuito e os interessados podem baixar os oitos volumes, na íntegra.
      Os oito volumes são divididos entre: Volume I: Metodologia e Pré-História da África; Volume II: África Antiga; Volume III: África do século VII ao XI; Volume IV: África do século XII ao XVI; Volume V: África do século XVI ao XVIII; Volume VI: África do século XIX à década de 1880; Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935; Volume VIII: África desde 1935.

23 de mai. de 2011

Sobre intolerânicias: filme Incendios de Denis Villeneuve


Gostei muito!


Titulo original: Incendies
Lançamento: 2010 (Canadá, França)
Direção: Denis Villeneuve
Atores: Lubna Azabal, Mélissa Désormeaux-Poulin, Maxim Gaudette, Rémy Girard.
Duração: 130 min
Gênero: Drama


SINOPSE: Canadá. Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Marwan Maxim) são irmãos gêmeos e acabaram de perder a mãe, Nawal Marwan (Lubna Azabal). Eles vão ao escritório do notário Jean Lebel (Rémy Girard) para saber do testamento deixado por ela. No documento, Nawal pede que seja enterrada sem caixão, nua e de costas, sem que haja qualquer lápide em seu túmulo. Ela deixa também dois envelopes, um a ser entregue ao pai dos gêmeos e outro para o irmão deles.
Apenas após a entrega de ambos é que Jeanne e Simon receberão um envelope endereçado a eles e será possível colocar uma lápide. Só que Jeanne e Simon nada sabem sobre a existência de um irmão e acreditavam que seu pai estava morto. É o início de uma jornada em busca do passado da mãe, que os leva até a Palestina.

11 de fev. de 2011

África: coração do Fórum Social Mundial, artigo de Esther Vivas

[EcoDebate] Passados mais de cinquenta anos da descolonização do continente, o Fórum Social Mundial (FSM) quis render homenagem aqueles que ontem lutaram contra o colonialismo reafirmando seu combate contra as políticas neoliberais e neocoloniais, asim como reflexionar sobre os processos migratórios, da África ao mundo, e sua diáspora.

Se no anterior FSM em Belém(Brasil), em 2007, os povos originários e seu compromisso em defesa da Pachamama, a mãe terra, ocuparam um papel central, nesta ocasão a África e sua diáspora tomaram o fórum. Tanto os dias prévios ao FSM como sua primera jornada, segunda-feira 7, estiveram dedicados, especialmente, a estas questões.

A ilha de Gorée, próximo a Dakar, onde partiram milhões de escravos para a América Latina, acolheu, justamente antes do evento, uma assembléa internacional de migrantes, principalmente de origen africano e vários deles vindos da América Latina, que culminou com a elaboração de uma Carta Mundial de Migrantes, uma declaração de princípios elaborada pelas mesmas pessoas migrantes com o lema de ‘Uma carta por um mundo sem muros’. Este proceso começou no ano 2006 e teria como objetivo reivindicar o direito universal a circular, viver e trabalhar livremente em qualquer lugar do planeta.

E o dia 7, o Fórum Social Mundial foi África. Seminários dedicados a analisar o papel da mulher no continente, o impacto das políticas neoliberais, a usurpação de seus recursos naturais, o peso da dívida externa, a imigração Norte-Sul, a luta contra os tratados de livre comércio, etc. foram algumas das temáticas abordadas.

A presença de organizações e coletivos da África do Oeste está sendo muito numerosa. Uma caravana de movimentos sociais recorrieu días antes do FSM vários países da região, desde Benín, passando por Togo, Burkina Faso, Malí, até chegar ao Senegal, num total de 3377 km, dando a conhecer o Fórum Social Mundial e animando a participação no mesmo. CADTM África, No Vox e varios ATTAC’s africanos, entre outros, dinamizaram a marcha. A caravana teve sua última parada em Kaolack, onde chegaram 450 participantes, e onde se celebrou, com o apoio de grupos de mulheres de toda a região, um encontro feminista e internacionalista.

Mas se um tema está presente em todo o FSM, como foi na jornada dedicada a África e como nos dias posteriores, é a revolta tunisiana. O levantamento do povo da Tunisia é um exemplo a seguir, que demonstra que hoje a revolução é possível. Em um contexto político com falta de vitórias concretas, as revoltas no norte da África, na Tunisia, Egito, Yemen, Jordania… demonstram que a luta serve. Fathi Chamki da ATTAC Túnisia deixou claro com estas palavras pronuciadas em um dos seminários do Fórum: “Se o povo aspira a vida, o destino não pode mais que dobrar-se a sua vontade”.

* Esther Vivas desde Dakar.
** Esther Vivas é colaboradora e articulista internacional do Portal EcoDebate.
*** Tradução Português: Paulo Marques

FONTE: EcoDebate, 10/02/2011

6 de fev. de 2011

O que está em jogo no Fórum Social Mundial 2011

por Gustave Massiah e Nathalie Péré-Marzano, representantes da Research and Information Centre for Development (CRID – France) no Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.
 
      As questões do Fórum Social Mundial de Dakar estão organizadas em três grandes temas: a conjuntura global e a crise, a situação dos movimentos sociais e cívicos e o processo do Fórum Social Mundial. O FSM Dakar também será o momento para o debate sobre o caráter incompleto da descolonização e devir de uma nova fase descolonização. No Fórum de Dakar uma outra questão fundamental será a do seu alcance político nas mobilizações sociais e da cidadania. Isso conduz ao problema da expressão política dos movimentos sociais e de sua relação com os governos.
(...)
 
A referência ao contexto africano
     O Fórum Social Mundial de Dakar vai enfatizar questões essenciais que aparecem com mais nitidez com as referências ao contexto africano. A ênfase estará no lugar da África no mundo e na crise. A África é objeto privilegiado de análise, ao tempo em que exemplifica a situação global. Não é pobre; é empobrecida. A África não é marginalizada; é explorada. Com suas matérias primas e recursos humanos cobiçados pelos países do Norte e pelas potências emergentes, e com a cumplicidade ativa dos líderes de alguns estados africanos, a África é indispensável para a economia global e para o equilíbrio ambiental do planeta.

     A ênfase também estará na descolonização como um processo histórico incompleto. A crise do neoliberalismo e a crise de hegemonia dos Estados Unidos são indicativos da possibilidade de uma nova fase de descolonização, e do enfraquecimento das potências coloniais europeias. A representação Norte-Sul está mudando, uma situação que não elimina a realidade geopolítica e as contradições entre o Norte e o Sul.

     O Fórum priorizará as diásporas e as migrações como uma das questões centrais da globalização. A questão será enfrentada com base na situação atual dos imigrantes e seus direitos, numa análise de longo termo, com o comércio de escravos posto sob a perspectiva do crescimento do papel das diásporas culturais e econômicas.

     O Fórum debaterá as mudanças no sistema internacional, nas instituições multilaterais e nas negociações internacionais. Em particular, vai focar nas questões que tornam clara a necessidade de regulação global: equilíbrio ambiental, migração e diásporas, conflitos e guerras.


22 de jan. de 2011

Joãzinhos... Juanitos.... sempre vítimas das tragédias ambientais

No Rio de Janeiro, em Córdoba (Argentina) as chuvas chegam fazendo estragos, mas costumam ser os "Juanitos" os mais castigados. Isso é a injustiça ambiental.


Antonio Berni, "Inundación en el barrio de Juanito", 1961 (óleo, metal y cartón sobre hardboard 186 x 124) - Em: La Pintura y las inundaciones 

Para mais quadros de Antonio Berni, clique aqui

Vale a pena ver o Blog  NO QUEREMOS INUNDARNOS (Localidad de Embalse, Córdoba, Argentina) 

Ver, também, Sobre lixões, desigualdades sociais, injustiça ambiental e enchentes, postado neste blog, em 9/4/2010. 

8 de nov. de 2010

Sobre muros e fronteiras... No Haiti? Não. No Rio de Janeiro.



O curta  Arquitetura da Exclusão, de Adelvan de Lima, ficou com o segundo lugar e um prêmio de 10 mil reais no Concurso de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Digitais Inéditas de Curta Metragem . O projeto é paulista, mas se refere ao muro construído em torno da favela Dona Marta e às UPPs cariocas. A pergunta “O Haiti é aqui?” serve de mote performático para um questionamento dos objetivos do tal muro (proteção ecológica ou encarceramento da comunidade?) e de uma certa visão idealista das UPPs. A própria equipe passa por uma batida policial antes de retirar dos guardas bons depoimentos sobre seu treinamento e porte de armas.

Fonte: Transformações na tela

E mais...

Haiti
Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui




5 de nov. de 2010

Palestra sobre os Garifuna, no IPPUR (Rio de Janeiro)




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     Os garífuna, conhecidos inicialmente como caribes negros, são a expressão de um processo de mestiçagem entre africanos procedentes do tráfico de escravos e indígenas caribes-arawaks que se produziu durante período colonial nas Antilhas menores, principalmente na Ilha de San Vicente. Deportados em massa pelos ingleses para a América Central, os garífuna começaram em 1797 o povoamento por diversas formas de territorialização nas costas caribenhas de quatro países - Honduras, Belize, Guatemala e Nicaragua. Na história e no presente dos garífuna encontramos uma superposição de formas de pertencimento com uma dupla conotação afro e caribe transnacional, recentemente reforçada em seu discurso como parte da diáspora afrodescendente das Américas. Partindo de uma perspectiva histórica, a palestra explicitará a dinâmica de construção das identidades garífunas, suas formas de inscrição no território, os atores que intervêm em ditos processos e sua dinâmica política.

IPPUR / UFRJ
Av. Pedro Calmon, nº 550 - Prédio da Reitoria
5º andar Cidade Universitária - Rio de Janeiro
Telefone: 21 2598 1676 / 1919 - Fax: 21 2598-1923

24 de out. de 2010

Habeas corpus para Jimmy!


Onde termina a "natureza", onde começa a "humanidade"? Quem é portador de direitos? Qual deve ser o papel do Estado para garantir a liberdade dos seres vivos que vivem no seu território? Enfim, fatos como o do macaco Jimmy levam a reflexões como essas.  
 
"Rio - Um chimpanzé de 26 anos virou alvo de uma disputa judicial entre entidades não governamentais nacionais e internacionais, associações científicas, e a Fundação Jardim Zoológico de Niterói, no Rio. Jimmy, que até os 3 anos viveu num circo e há 12 vive no zoológico, teve o habeas corpus pedido na Segunda Câmara Criminal do Rio. Os autores da ação defendem que o chimpanzé seja levado para um santuário, localizado em Sorocaba, no interior de São Paulo."


Ver matéria completa em
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/22/brasil5_0.asp

28 de set. de 2010

Voyages: Banco de dados eletrônico sobre o tráfico transatlântico de escravos entre os séculos XVI e XIX

A Universidade Emory, de Atlanta /EUA, lançou recentemente banco de dados eletrônico, interativo e gratuito com o nome de Voyages. O arquivo, que se encontra disponível no site www.slavevoyages.org, contém cópia de quase 35.000 documentos originais acerca do tráfico transatlântico de escravos entre os séculos XVI e XIX, com listas de navios negreiros e as respectivas regiões de destino, e oferece planejamentos de aulas e outras ferramentas educacionais. As informações estão distribuídas por cinco regiões: Europa, África, América do Norte, Caribe e Brasil, esse último indicado como o país que "dominou" o tráfico de escravos.
 

26 de set. de 2010

Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história

Nossas vidas, nossas culturas são compostas de muitas histórias sobrepostas. No video a seguir,  a escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre a construção de estereotipos decorrentes de se ouvir e conhecer somente "uma única história" sobre uma outra pessoa ou país.  Leia mais sobre Chimamanda Adichie.


Escolha o idioma das legendas em "View Subtitles"



Fonte:
http://www.ted.com/talks/lang/spa/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

8 de set. de 2010

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

SESC Rio apresenta:

DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO

 
ABERTURA
DIA 10 DE SETEMBRO: APRESENTAÇÃO DA DUPLA "DÚO PEÑA CRIOLLA" (JOSE MARÍA e RICARDO BARTRA do Grupo Negro Mendes)
20 HORAS
Repertório afro peruano.


EXPOSIÇÃO

10/9 a 23/10
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA LATINA: UMA PONTE PARA O ATLÂNTICO – FOTOS DE JANUARIO GARCIA 

Inaugurada na embaixada da Nigéria em Abuja e, ainda, inédita no Brasil, essa exposição fez parte das ações comemorativos da Cúpula de Países da África e da América do Sul (AFRAS), realizada em dezembro de 2008.  De Januário Garcia – fotógrafo negro que, entre tantos trabalhos, registrou os últimos 25 anos do movimento negro no Rio de Janeiro -, a exposição traz “metáforas fotográficas” que demonstram a relação entre a África e a América do Sul, onde se encontra a maior população afro do mundo, de quatro séculos de imigração forçada. São, finalmente, um registro da presença atual dos afro-descendentes no continente latino americano e, ao mesmo tempo, do legado cultural das matrizes africanas no Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. De terça a sábado das 12 às 17h. Classificação: Livre. Local: Galeria. Grátis.
© Foto de Januário Garcia. Neta de um escravo que viveu em Macuco, no Estado do Rio.

CINEMA

MOSTRA CINE COMO LE GUSTA – DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL
Compondo a programação paralela da exposição de fotografias de Januário Garcia que leva o mesmo nome, a seleção de filmes realizada pela ONG Encontros Latino Americanos refletem a condição do negro, hoje, na América Latina. Todos os sábados, às 15h.

4/set, sábado, 15h 
7 e 8/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
SUA MAJESTADE O DELEGADO. Dir. Clementino Júnior, Brasil, 2007. 10 min.
Um documentário narrado pelo próprio Delegado, Hésio Laurindo da Silva, e pontuado por um samba-enredo composto especialmente para esta obra, que registra em vida a arte, o estilo e a autenticidade deste eterno mestre-sala. 
ORO NEGRO. Dir. Bruno Serrano. Chile, 2004. Dur. 23 min.
No vale de Azapa vivem os descendentes de africanos que foram levados ao Chile como escravos, até o início do século XIX.  O esforço dos seus descendentes na recuperação de suas tradições para se reconhecerem e serem reconhecidos em um país que está começando a tomar consciência de sua interculturalidade. SON DE LOS DIABLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur.56 min.
Em 2004 os peruanos celebraram 150 anos da abolição da escravatura. Neste ano o carnaval negro Son de Los Diablos, que existe há mais de 300 anos, voltou às ruas do Rí­mac após 16 anos de ausência. 

11/set, 15h
14 e 15/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
MOVIMENTO AFRO-CULTURAL. Dir.Coletiva Movimiento Afrocultural. Argentina, 2006. Dur.25min.
O documentário é uma reivindicação pelo reconhecimento da comunidade afrodescendente na sociedade argentina. O tambor e o berimbau são símbolos de rebeldia e resistência à negação a que foram submetidos os negros no Rio de La Plata.
UMA NOITE COMA FAMÍLIA ZEVALLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. 25 min.
Em Villa El Salvador, na periferia de Lima, a Familia Zevallos transmite suas tradições afro para as novas gerações, criando uma possibilidade de desenvolvimento artistico e profissional, além de afirmar sua identidade cultural.
MANO BROU DO CANTAGALO. Dir. Mário Silva. Brasil, 2008. Dur.26 min.
O filme é uma tentativa de apreensão da essência do processo criativo do artista, incorporando o universo sonoro e humano que o envolve.


18/set, sábado, 15h
21 e 22/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
IDENTIDADE CULTURAL, UM DIREITO DE TODOS. Dir. Valéria Catoira, Bolívia, 2006. Dur. 12 min.
Localizada a 96km de La Paz, Bolívia, Tocaña é conhecida como a comunidade das danças e ainda possui um ar de outros tempos. Junto com Mururata, Chijchipa e Santa Ana, Tocaña se apresenta como uma das principais comunidades afro-bolivianas.
NEGRO CHÉ. Dir. Alberto Masliah. Argentina, 2005. Dur. 88 min.
Através da organização de um reencontro na velha Casa Suiça, onde a comunidade afroargentina se reunia para festejar o carnaval a cada ano, começamos a conhecer a luta que hoje em dia devem empreender para sobreviver ao isolamento desse grupo na Argentina.


25/set, sábado, 15h

A DÉCIMA. Prod. Centro Cultural Afro Ecuatoriano, 1994. Dur. 10 min.
Depoimentos e declamações de alguns dos decimistas mais importantes do povo esmeraldenho, na fronteira entre o Equador e a Colômbia.
ATAJO DE NEGRITOS. Dir Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur. 82 min.
Gravado em El Carmen (Chincha/Peru), o documentário registra a tradição religiosa de afroperuanos, num ritual de zapateo em homenagem ao menino Jesus.

Rua Barão de Mesquita, 539. Tijuca.
agendamento de turmas pelos telefones: 3238-2140 e 3238-2076

Outros olhares...

Porque a realidade costuma ser opaca... e, não poucas vezes, nossos olhares escorregam na sua superfície