14 de out. de 2010
4 de out. de 2010
Os migrantes ambientais
Nos próximos 20 anos, adverte o economista Giussepe de Marzo, aproximadamente umas mil milhões de pessoas serão migrantes ambientais. É a população que será obrigada a deixar sua terra por causa da mudança climática, as privatizações dos recursos naturais, a construção de mega-projetos, a criminalização e a guerra.
Clique aqui para ler a entrevista com Giussepe de Marzo (em espanhol).
Clique aqui para ler a entrevista com Giussepe de Marzo (em espanhol).
29 de set. de 2010
Quem é Eike Batista, “o homem mais rico do Brasil”
Abaixo, matéria sobre Eike Batista exibida pela TV Record domingo passado, dia 26. Vale a pena conferir.
Fonte: http://racismoambiental.net.br/2010/09/quem-e-eike-batista-o-homem-mais-rico-do-brasil/
Sobre os projetos de Eike Batista para o Norte Fluminense ver também a matéria:
Eike Batista anuncia segunda siderúrgica no Porto do Açu
28 de set. de 2010
Voyages: Banco de dados eletrônico sobre o tráfico transatlântico de escravos entre os séculos XVI e XIX
A Universidade Emory, de Atlanta /EUA, lançou recentemente banco de dados eletrônico, interativo e gratuito com o nome de Voyages. O arquivo, que se encontra disponível no site www.slavevoyages.org, contém cópia de quase 35.000 documentos originais acerca do tráfico transatlântico de escravos entre os séculos XVI e XIX, com listas de navios negreiros e as respectivas regiões de destino, e oferece planejamentos de aulas e outras ferramentas educacionais. As informações estão distribuídas por cinco regiões: Europa, África, América do Norte, Caribe e Brasil, esse último indicado como o país que "dominou" o tráfico de escravos.
26 de set. de 2010
Chimamanda Adichie: o perigo de uma única história
Nossas vidas, nossas culturas são compostas de muitas histórias sobrepostas. No video a seguir, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre a construção de estereotipos decorrentes de se ouvir e conhecer somente "uma única história" sobre uma outra pessoa ou país. Leia mais sobre Chimamanda Adichie.
Escolha o idioma das legendas em "View Subtitles"
Fonte:
http://www.ted.com/talks/lang/spa/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
Escolha o idioma das legendas em "View Subtitles"
Fonte:
http://www.ted.com/talks/lang/spa/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html
18 de set. de 2010
11 de set. de 2010
Equador devera escolher entre ouro ou água
Al-Jazeera, agência de noticias de Meio Oriente produziu um vídeo documentário Ouro e Agua sobre a situação atual no Equador e as reivindicações das comunidades indígenas (o vídeo está em inglês, embora é possível ouvir os depoimentos das pessoas em espanhol. Para saber mais, visitar a página de Acción Ecológica (como data de atualização da página aparece, por engano, janeiro de 2000, mas ele está atualizada).
8 de set. de 2010
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO
SESC Rio apresenta:
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL – UMA PONTE SOBRE O ATLÂNTICO
ABERTURA
DIA 10 DE SETEMBRO: APRESENTAÇÃO DA DUPLA "DÚO PEÑA CRIOLLA" (JOSE MARÍA e RICARDO BARTRA do Grupo Negro Mendes)
20 HORAS
Repertório afro peruano.
EXPOSIÇÃO
10/9 a 23/10
DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA LATINA: UMA PONTE PARA O ATLÂNTICO – FOTOS DE JANUARIO GARCIA
© Foto de Januário Garcia. Neta de um escravo que viveu em Macuco, no Estado do Rio.
CINEMA
MOSTRA CINE COMO LE GUSTA – DIÁSPORAS AFRICANAS NA AMÉRICA DO SUL
Compondo a programação paralela da exposição de fotografias de Januário Garcia que leva o mesmo nome, a seleção de filmes realizada pela ONG Encontros Latino Americanos refletem a condição do negro, hoje, na América Latina. Todos os sábados, às 15h.
4/set, sábado, 15h
7 e 8/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
SUA MAJESTADE O DELEGADO. Dir. Clementino Júnior, Brasil, 2007. 10 min.
Um documentário narrado pelo próprio Delegado, Hésio Laurindo da Silva, e pontuado por um samba-enredo composto especialmente para esta obra, que registra em vida a arte, o estilo e a autenticidade deste eterno mestre-sala.
ORO NEGRO. Dir. Bruno Serrano. Chile, 2004. Dur. 23 min.
No vale de Azapa vivem os descendentes de africanos que foram levados ao Chile como escravos, até o início do século XIX. O esforço dos seus descendentes na recuperação de suas tradições para se reconhecerem e serem reconhecidos em um país que está começando a tomar consciência de sua interculturalidade. SON DE LOS DIABLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur.56 min.
Em 2004 os peruanos celebraram 150 anos da abolição da escravatura. Neste ano o carnaval negro Son de Los Diablos, que existe há mais de 300 anos, voltou às ruas do Rímac após 16 anos de ausência.
11/set, 15h
14 e 15/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
MOVIMENTO AFRO-CULTURAL. Dir.Coletiva Movimiento Afrocultural. Argentina, 2006. Dur.25min.
O documentário é uma reivindicação pelo reconhecimento da comunidade afrodescendente na sociedade argentina. O tambor e o berimbau são símbolos de rebeldia e resistência à negação a que foram submetidos os negros no Rio de La Plata.
UMA NOITE COMA FAMÍLIA ZEVALLOS. Dir. Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. 25 min.
Em Villa El Salvador, na periferia de Lima, a Familia Zevallos transmite suas tradições afro para as novas gerações, criando uma possibilidade de desenvolvimento artistico e profissional, além de afirmar sua identidade cultural.
MANO BROU DO CANTAGALO. Dir. Mário Silva. Brasil, 2008. Dur.26 min.
O filme é uma tentativa de apreensão da essência do processo criativo do artista, incorporando o universo sonoro e humano que o envolve.
18/set, sábado, 15h
21 e 22/out, quinta e sexta-feira, 19h (sessões para instituições)
IDENTIDADE CULTURAL, UM DIREITO DE TODOS. Dir. Valéria Catoira, Bolívia, 2006. Dur. 12 min.
Localizada a 96km de La Paz, Bolívia, Tocaña é conhecida como a comunidade das danças e ainda possui um ar de outros tempos. Junto com Mururata, Chijchipa e Santa Ana, Tocaña se apresenta como uma das principais comunidades afro-bolivianas.
NEGRO CHÉ. Dir. Alberto Masliah. Argentina, 2005. Dur. 88 min.
Através da organização de um reencontro na velha Casa Suiça, onde a comunidade afroargentina se reunia para festejar o carnaval a cada ano, começamos a conhecer a luta que hoje em dia devem empreender para sobreviver ao isolamento desse grupo na Argentina.
25/set, sábado, 15h
A DÉCIMA. Prod. Centro Cultural Afro Ecuatoriano, 1994. Dur. 10 min.
Depoimentos e declamações de alguns dos decimistas mais importantes do povo esmeraldenho, na fronteira entre o Equador e a Colômbia.
ATAJO DE NEGRITOS. Dir Phillip Johnston. Peru/Brasil, 2006. Dur. 82 min.
Gravado em El Carmen (Chincha/Peru), o documentário registra a tradição religiosa de afroperuanos, num ritual de zapateo em homenagem ao menino Jesus.
Rua Barão de Mesquita, 539. Tijuca.
agendamento de turmas pelos telefones: 3238-2140 e 3238-20767 de set. de 2010
30 de ago. de 2010
Manu Chao - Clandestino
Pelos 72 imigrantes assassinados no estado de Tamaulipas, no México
Clandestino
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa' una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la dejé
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Argelino clandestino
Nigeriano clandestino
Boliviano clandestino
Mano negra ilegal
16 de ago. de 2010
20 de jul. de 2010
Decí MU y la minería: hablan los que saben
hablan los que saben
¿La minería a cielo abierto implica progreso y bienestar? ¿O es una industria que genera empobrecimiento, mientras hace estallar cerros enteros, contamina la tierra y el agua y deja cráteres donde había montañas y vida? Un viaje apasionante a Andalgalá, Famatina, Chilecito y Esquel, para escuchar a los vecinos que viven y conocen el tema. La actitud del gobierno nacional y los provinciales. ¿Cómo hicieron pequeñas comunidades para frenar a gigantes multinacionales? La increíble Barrick Gold. Los efectos de la minería que Europa acaba de prohibir. El horizonte chino. Los palos a los vecinos pacifistas, los balazos a la Virgen del Valle. Las puebladas y las asambleas. Uno de los grandes temas del presente, aunque gobiernos y medios se empeñen en un truco químico: volverlo invisible.
¿La minería a cielo abierto implica progreso y bienestar? ¿O es una industria que genera empobrecimiento, mientras hace estallar cerros enteros, contamina la tierra y el agua y deja cráteres donde había montañas y vida? Un viaje apasionante a Andalgalá, Famatina, Chilecito y Esquel, para escuchar a los vecinos que viven y conocen el tema. La actitud del gobierno nacional y los provinciales. ¿Cómo hicieron pequeñas comunidades para frenar a gigantes multinacionales? La increíble Barrick Gold. Los efectos de la minería que Europa acaba de prohibir. El horizonte chino. Los palos a los vecinos pacifistas, los balazos a la Virgen del Valle. Las puebladas y las asambleas. Uno de los grandes temas del presente, aunque gobiernos y medios se empeñen en un truco químico: volverlo invisible.
VER Nota completa. Vale la pena escuchar el Programa de Radio sobre el Tema (Bloque I y II). Muy buenos y didácticos.
FUENTE:
12 de jul. de 2010
CAMPAÑA POR LA PROHIBICION DEL CIANURO EN AMERICA LATINA
El Observatorio de Conflictos Mineros de AméricaLatina (OCMAL) da inicio a la “Campaña por la Prohibición del Cianuro en América Latina”
La información que acompaña el lanzamiento de esta campaña es la base para convocar a las organizaciones de la sociedad civil, gremios y sindicatos, comunidades, académicos y gobiernos, para luchar por lograr la prohibición del cianuro en actividades mineras en toda América Latina.
Actividades principales de la campaña:
1.- Documentación de faenas y proyectos mineros en desarrollo y en planificacion que contemplan el uso de cianuro de sodio en cada país
2.- Documentación de accidentes y eventos de contaminación por cianuro en minería
3.- Denuncias de situaciones de riesgo por uso de cianuro en minería
4.- Sistematización de la legislación para el manejo y transporte de cianuro.
5.- Elaboración de proyectos de ley para la eliminación del cianuro en cada país
Razones para fundamentar la campaña por la prohibición del cianuro en América Latina.
A- El cianuro es un elemento químico de alta peligrosidad para los ecosistemas y la población expuesta.
B- El cianuro de sodio utilizado en la lixiviación del oro y la plata es aún mucho más peligroso. Una cantidad del tamaño de un grano de arroz puede matar una persona.
C- Las cantidades de cianuro de sodio utilizadas en minería no se degradan totalmente ni de manera segura en el transcurso de una operación minera, pueden cambiar su composición química dificultando su detección.
D- La degradación del cianuro dependiendo de las condiciones, puede tardar u tiempo indeterminado manteniendo latente un riesgo de contaminación en el largo plazo.
E- Muchos de los accidentes ocurridos al verterse cianuro al ambiente han tenido consecuencias fatales para los ecosistemas y la población expuesta.
F- Las rutas por las que se transporta el cianuro para las faenas mineras, sobre todo aquellas ubicadas en la alta cordillera o en lugares remotos de páramos y selvas, incrementan el riesgo de accidentes y desastres ambientales
G- Las medidas de contingencia frente a accidentes, derrames e intoxicación por cianuro de sodio han demostrado ser insuficientes y las medidas de reparación no logran dar cuenta de los daños causados
H- Los efectos de la contaminación por cianuro de sodio suelen ser irreversibles
Para adherir a la campaña y mayores informaciones comunicarse con:
o clique en la imagen al lado
7 de jul. de 2010
DECLARACION BINACIONAL DE COMUNIDADES INDIGENAS DE PERU Y ECUADOR AFECTADAS POR EMPRESAS MINERAS
"Venciendo Fronteras, fortaleciendo a los pueblos en resistencia a la minería"
Reunidos dos dias 2 a 4 de julho, nacionalidades, comunidades e povos de fornteira atingidos pela industria extrativa mineira firmaram uma pacto de unidade entre os povos fronteirizos do Equador e Perú.
Leia na íntegra a Declaracion binacional de comuniddes afectadas por mineria
Para saber mais sobre o I ENCUENTRO BINACIONAL DE COMUNIDADES CAMPESINAS E INDÍGENAS DEL PERÚ Y ECUADOR AFECTADAS POR LA MINERÍA, realizado los días del 02, 03 y 04 de Julio, en la ciudad de Piura (Peru) leia "Comunidades e Indígenas de Perú y Ecuador contra minería en fronteras" (El Regional de Piura - 5/7/10).
21 de jun. de 2010
Os outros olhares de Saramago
"Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez em quando me saem monstros."
Tchau Saramago, bom que sua obra fica conosco!
16 de jun. de 2010
Sobre integração regional, empresas e bolivarianismo na América Latina
Para quem tiver interesse nos temas sobre a "nova integração regional" da América Latina e no papel das empresas brasileiras na região, acabou de sair publicado pelo Observador on-line do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) do Iuperj o texto:
A nova integração regional e a expansão do capitalismo brasileiro na América do Sul da Daniela Ribeiro e Regina Kfuri.
Ainda sobre América Latina: o filme Ao Sul da Fronteira (South of the Border - ver site oficial) de Oliver Stone que foi estreiado recentemente no Brasil não me pareceu uma maravilha, porém acho que vale a pena conferir. Gostei, em particular, do tom das entrevista feitas com alguns dos Presidentes da região. Tem material documental também interessante.
A nova integração regional e a expansão do capitalismo brasileiro na América do Sul da Daniela Ribeiro e Regina Kfuri.
Ainda sobre América Latina: o filme Ao Sul da Fronteira (South of the Border - ver site oficial) de Oliver Stone que foi estreiado recentemente no Brasil não me pareceu uma maravilha, porém acho que vale a pena conferir. Gostei, em particular, do tom das entrevista feitas com alguns dos Presidentes da região. Tem material documental também interessante.13 de jun. de 2010
Haiti: camponeses marcham contra a Monsanto
A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio
Thalles Gomes
Enche /Haiti
Lanbi é o termo em kreyòl para designar uma espécie de concha marítima muito comum no litoral haitiano e que costuma servir de alimento para o povo dos litorais. Mas lanbi não é somente uma concha. É também um instrumento de guerra. Nos tempos da colônia, os escravos haitianos sopravam seus lanbis ao calar da noite e o som grave que saia deles era o sinal para convocar as reuniões que planejariam os passos da independência haitiana. Foi ao som dos lanbis que se levou a cabo a primeira revolução vitoriosa de escravos que se tem notícia na história da humanidade. O ruído grave e oco do lanbi foi o prenúncio da libertação das Américas
Na última sexta-feira, 04 de Junho de 2010, o som do lanbi voltou a ser ouvido na pequena ilha do Caribe. Na região de Papay, no departamento Central do Haiti, milhares de camponeses e camponesas marcharam ao ritmo dos lanbis. Eles vinham de todos os confins do país e gritavam em uníssono: “Abaixo a Monsanto. Abaixo as sementes transgênicas e híbridas. Viva as Sementes Nativas Crioulas!”
A Marcha foi uma resposta à doação de 475 toneladas de milho híbrido que a multinacional Monsanto ofereceu ao governo do Haiti no último mês de maio. Esta doação está sendo encarada pelas famílias e movimentos camponeses como um verdadeiro presente mortal e representa um “ataque muito forte à agricultura camponesa, aos camponeses e às camponesas, à biodiversidade, às sementes crioulas que estamos defendendo, ao que resta de nosso meio ambiente no Haiti”, de acordo com Chavannes Jean-Baptiste, coordenador do MPP (Mouvman Peyizan Papay) e membro da Via Campesina haitiana, responsáveis pela convocação e coordenação da Marcha.
Fonte: Brasil de Fato.com.br - 13 de Junho de 2010
11 de jun. de 2010
Carta à sociedade do Seminário Internacional de Grandes Projetos na Amazônia e seus Impactos
06/06/2010 - Fonte: Cimi Nós, membros de Movimentos Sociais e Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Peruana e Boliviana e do Conselho Missionário Indigenista – Cimi, reunidos no “Seminário Internacional de Grandes Projetos na Amazônia e seus Impactos”, nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2010, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, Considerando: 1) Que os grandes projetos da IIRSA (Iniciativa para Integração da Infra-Estrutura da América do Sul) são realizações de políticas desenvolvimentistas nos três países, favorecendo especialmente o grande capital das empresas nacionais e multinacionais, inclusive do Brasil, possibilitando o acesso, uso e controle dos recursos naturais para os mercados internacionais; 2) Que estas políticas pretendem realizar um sonho antigo das elites brasileiras de transformar o país em potencia mundial às custas da exploração econômica na América Latina, África e Ásia, impulsionando e financiando grandes projetos de infra-estrutura na América do Sul e de produção de commodities; 3) Que nesta estratégia estão unidos governos centrais e estaduais, grandes consórcios empresariais e bancos, sobretudo brasileiros, forças legislativas encarregados de flexibilizar as leis (ambientais, de comercio exterior, de diverso uso de terras indígenas e de unidades de conservação), empresários do agronegócio e os comandos das diversas forças militares; 4) Que as consultas às comunidades e as audiências públicas têm sido manipuladas para dar a impressão de participação diante de exigências internacionais, mas que verdadeiramente servem somente para referendar os grandes projetos já decididos; 5) Que as práticas de concessão de florestas publicas estão sendo formas de controlar o território da parte dos governos nacionais para logo dispor os recursos naturais nelas existentes a disposição do capital privado para serem explorados, expulsando sem indenizações indígenas e camponeses que aí existem, com ajuda de órgãos do estado; 6) Que os grandes empreendimentos na Panamazônia estão sendo financiados com dinheiro público dos bancos estatais e de fundos de pensão dos trabalhadores; 7) Que este novo cenário favorável do capitalismo nacional e transnacional está pedindo a revisão das estratégias de ação fragmentadas e locais dos diferentes movimentos e organizações sociais; 8) Que se multiplicam as ameaças e se recorre a criminalização por parte das empresas e do estado, das lideranças sociais pertencentes a movimentos e entidades por lutar por direitos nas comunidades e por opor-se aos grandes empreendimentos e ao modelo de desenvolvimento que se quer impor por todos os meios; Constatando que: 1) As ações dos estados nos seus três poderes procuram enfraquecer as comunidades indígenas e as organizações sociais com os projetos privados que estão favorecendo, com as mudanças na lei, com as perseguições ás lideranças indígenas e populares que denunciam os males produzidos por estas intervenções e criminalizando a luta social por direitos, violando a Constituição dos países e os direitos das comunidades e dos povos; 2) A fragmentação das lutas sociais devido a fatores históricos das lutas de minorias, a criação de entidades para responderem a novas necessidades de grupos e a procura do poder desprovidos de horizontes maiores de uma luta por mudança social; 3) A perda de aliados da luta popular devido as estratégias dos governos para desarticular os movimentos sociais, a burocracias de certos movimentos históricos que agora estão integrados a órgãos governamentais, á perda do sentido político de classe subalternas por contaminações com outras entidades sociais que não fazem analises estruturais e históricos das contradições sociais; 4) O momento atual é novo, marcado por práticas e ideologias de capitalismo nacionalista e grandes ações assistencialistas, de recorte de direitos das camadas populares, vulnerando a liberdade de expressão; Por isso propomos: 1) Realizar uma grande aliança dos quem tem modos de vida ligados a terra, as águas e as florestas, povos indígenas, comunidades de camponeses e ribeirinhos e demais entidades sociais que sofrem os impactos dos grandes projetos na Amazônia e de quem se solidariza com eles, para estabelecer a resistência a diversos níveis, local, regional, nacional e internacional; 2) Fazer uma ação preventiva nos lugares que ainda não tem sofrido os impactos dos grandes projetos e se projeta implantá-los, mediante redes de informação, para organizar a resistência dessas comunidades, povos e etnias, e assim evitar que os males sofridos numa parte não se repitam em outra; 3) Responsabilizar os governos pelos crimes que as lideranças sofrem a causa das lutas pela terra e os recursos naturais, de parte da polícia, as empresas e os fazendeiros; 4) Criar redes de informação permanente, com base de dados atualizados para ajudar as lideranças e as comunidades a organizar com rapidez e eficiência suas estratégias de ação; 5) Fortalecer a organização das comunidades indígenas, camponesas e ribeirinhas, mediante uma educação conscientizadora, de clareza política, para que assim possam resistir com eficácia os embates das grandes obras e ações desenvolvimentistas; 6) Fortalecer a luta contra a ideologia de progresso e de consumo com que trata a política desenvolvimentista de justificar os grandes projetos que se adiantam na Amazônia. |
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